Polícia

Pior que condomínio! Comando Vermelho passa a cobrar “taxa residencial” a moradores em bairro periférico

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A cobrança se tornou uma prática comum do Comando Vermelho e também das mílicias que atuam em diferentes áreas  |   Bnews - Divulgação Reprodução / CNN Brasil
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 13/04/2025, às 09h10



Apesar da maior parte da moradia não ser em condições ideais, moradores do bairro de Taquara, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, estão tendo que pagar uma espécie de “taxa residencial”, semelhante ao que é cobrado em condomínios fechados. Segundo informações divulgadas pela coluna 'Na Mira', do portal Metrópoles, a cobrança foi identificada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) durante investigações.

De acordo com a publicação, a "taxação" começou depois que o Comando Vermelho invadiu a área e expulsou os milicianos que atuavam na região, sendo que alguns dos paramilitares foram integrados à facção criminosa. Parte dos valores cobrados aos moradores, sempre às sextas-feiras, foi recuperada pelos policiais durante uma investida policial que resultou na prisão de um integrante do CV.

Trata-se de Matheus Santos da Silva, que estava foragido desde junho de 2024 pelo crime de roubo e teve mandado de prisão cumprido. Com o acusado também foi apreendida uma pistola calibre 9mm e um carro com restrição de roubo, utilizado para tentativa de fuga após a abordagem.

Outra regiaõ com cobrança
A situação se repete em outra comunidade do Rio de Janeiro. Em Rio das Pedras, também na zona oeste, a cobrança é feita pela milícia, que chegou a instalar portões nas ruas do bairro e passou a exigir pagamento dos moradores que quiserem ter acesso às chaves para entrar no local.

Os moradores passaram a ser taxados em R$ 400 pela chave do portão. O fechamento das ruas também facilita a cobrança de uma taxa mensal de R$ 50, que deve ser paga em dinheiro até o dia 10 de cada mês. Essa nova cobrança foi imposta há pouco mais de 30 dias e atinge todos os residentes da comunidade, onde vivem cerca de 50 mil pessoas.

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