Polícia
Agentes da 59ª Delegacia de Polícia (DP) e do 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM) descobriram um galpão em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, usado para mineração ilegal de criptomoedas com energia furtada. A estrutura funcionava com “gatos de luz” e consumia, segundo a Light, o equivalente ao gasto de cerca de 1,2 mil residências.
De acordo com a concessionária, o consumo mensal dos equipamentos de alta performance chegava a 288 mil kWh, gerando um prejuízo estimado em R$ 310 mil por mês. Mesmo assim, o esquema tinha faturamento bruto de até R$ 70 mil mensais. Os equipamentos apreendidos estão avaliados entre R$ 400 mil e R$ 650 mil.
A operação era monitorada remotamente por câmeras.
Como funciona o esquema
As criptomoedas, como o Bitcoin, existem apenas no ambiente digital e utilizam a tecnologia blockchain para validar transações. Para isso, é necessário um grande poder de processamento, o que exige alto consumo de energia elétrica de forma contínua.

Outro caso em área dominada por criminosos
Ainda nesta semana, na quarta-feira (10), outra estrutura de mineração foi encontrada na Vila do João, no Complexo da Maré. A região é apontada como área sob influência de organização criminosa.
Na mesma ação, os policiais também identificaram uma fábrica de plásticos que operava com irregularidades no fornecimento de energia.
A Polícia Civil segue investigando para identificar os responsáveis pelos esquemas e apurar possível ligação com traficantes ou milicianos.
Prejuízo bilionário com furto de energia
Dados da Light mostram que, desde o início do ano passado, quase 3.500 ligações clandestinas foram desfeitas. A energia recuperada seria suficiente para abastecer cerca de 82 mil residências por um ano.
O impacto financeiro do furto de energia chega a R$ 1,3 bilhão por ano. Segundo a empresa, a cada 100 consumidores regulares, 36 utilizam ligações ilegais.
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