Polícia

Policial penal usava conta de ‘laranjas’ para receber pagamentos de extorsão à detentos

Divulgação/Diretoria Geral de Administração Penitenciária
Dinheiro de familiares dos detentos também eram coletados pelo policial penal  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Diretoria Geral de Administração Penitenciária

Publicado em 12/07/2024, às 08h26   Pedro Moraes



O suposto membro da facção criminosa Comboio do Cão (CDC), Elismar Sousa, preso nesta quarta-feira (10), tinha a tática de extorquir familiares de detentos encarcerados no Complexo Penitenciário da Papuda, localizado no Distrito Federal. O policial penal, além de extorquir as famílias de presos, usava contas de terceiros, os famosos ‘laranjas’, para receber os valores.

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Responsável por introduzir aparelhos celulares na Papuda, ele também planejava fuga de faccionados detidos no Centro de Detenção Provisória (CDP). De acordo com a coluna Na Mira, do portal Metrópoles, Elismar afirmava aos familiares que o preso possuía “uma dívida” com ele.

No mais, as vítimas relataram que o policial justificava o pagamento, com a justificativa de que conseguia roupas e camas para o “conforto” de determinado preso. Além disso, o servidor exigia o envio de comprovantes bancários dos pagamentos feitos via Pix.

Identificada como ‘Rottura’, a operação, feita pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor), cumpriu dois mandados de busca e apreensão. Um deles na residência do policial penal, em Planaltina de Goiás, e o segundo em uma casa das transações financeiras entre os presos e o suspeito.

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