Polícia

Presa injustamente por morte de crianças com cajus envenenados, mulher pede indenização milionária: "Vida muito sofrida”

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Presa de forma injusta, a mulher foi absolvida depois da perícia descartar a possibilidade de que as mortes foram provocadas por cajus envenenados  |   Bnews - Divulgação Reprodução- TV Clube
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 16/09/2026, às 22h52



Uma mulher, identificada como Lucélia Maria da Conceição, que foi presa de forma injusta suspeita de envenenar dois irmãos, de 7 e 8 anos, com supostos cajus envenenados, está pedindo uma indenização milionária.

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A mulher foi presa em agosto de 2024 e passou quase cinco meses presa por suspeita de envenenar as crianças, em Parnaíba, no litoral do Piauí (PI). De acordo com o g1, ela cobra mais de R$ 1 milhão de indenização sobre os prejuízos que diz ter sofrido durante todo o processo.

Ataque

Atualmente, a mulher mora de aluguel porque a sua casa foi incendiada, e ela entrou na Justiça para voltar a receber uma pensão provisória concedida pelo Estado. Além do benefício, a defesa de Lucélia entrou com uma ação contra o Estado do Piauí, pedindo uma indenização superior a R$ 1 milhão e para manter o pagamento provisório da pensão.

A defesa afirma que o valor inclui pedidos por danos materiais e danos morais ligados aos prejuízos sofridos pela mulher durante a sua prisão e consequências do caso até a decisão definitiva.

Benefício e contestação

Lucélia recebeu uma quantia equivalente a um salário mínimo e meio durante dois meses, depois da Justiça determinar a ação como uma medida provisória para garantir a manutenção dela enquanto a indenização contra o Estado esteja tramitando.

A Procuradoria-Geral do Estado do Piauí (PGE-PI) questionou a decisão, relatando que existiu um agravo de instrumento e que desconhece a situação. O caso segue sendo analisado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). Lucélia relatou que a situação lhe causou sofrimento.

“Uma vida muito sofrida ainda, muito sofrida do que eu passei, porque a única casa que eu tive foi perdida.Não consigo dormir ainda direito. [...] É muito difícil. Não tem nada bom ainda não. Nunca perdi a esperança, não. Tenho esperança de ver isso aí tudo ser realizado ainda. Não perco a esperança. Nunca perdi, nunca vou perder”.

Classificação Indicativa: Livre

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