Polícia
por Alex Torres e Jefferson Gonçalves
Publicado em 25/09/2024, às 18h39 - Atualizado às 19h36
Um prestador de serviço, identificado pelas iniciais L.C.S de A.O, está sendo acusado de importunar sexualmente de uma menina de 12 anos, em um condomínio residencial localizado no bairro do Jardim das Margaridas, em Salvador. A queixa foi registrada pela mãe da suposta vítima.
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Informações apuradas pela equipe de reportagem do BNews apontam que a criança seria apenas uma das vítimas importunadas pelo suspeito. Relatos feitos por pessoas que moram na região apontam que, pelo menos, outras cinco pessoas teriam se sentido assediadas pelo indivíduo.
Em contato com o BNews, a mãe da vítima contou que o fato teria acontecido na última quinta-feira (19), durante o período do almoço. A criança teria encontrado o prestador de serviço na escada do prédio.
"Ela desceu para portaria para pegar uma quentinha e o acesso estava sendo pelas escadas, porque o elevador estava em manutenção. Quando ela retornou, encontrou o indivíduo na escada. Ele cumprimentou e ela ficou assustada pela abordagem. Depois, ele pegou a mão dela e lambeu. Ela puxou a mão e continuou subindo as escadas, mas ele perseguiu até o apartamento. Quando chegou em casa, ela veio falar comigo apavorada dizendo que o homem estava no corredor. Abri a porta e me deparei com ele, nervoso e pedindo o elevador, que estava interditado. Questionei porque tinha feito isso e ele negou. Tranquei a porta e liguei para a portaria pedindo socorro. Fizeram uma vistoria e ele não estava mais aqui", contou.
A mãe da vítima contou ainda que chegou a ir no mesmo dia para a Delegacia de Itapuã, mas foi aconselhada a ir na Delegacia de Repressão a Crimes contra a Criança a Criança e o Adolescente (Dercca), no bairro de Brotas. Ela iria no sábado, já que não estaria trabalhando, mas novas vítimas teriam aparecido nesse intervalo, como uma outra jovem, de 13 anos, que teria sido importunada no ano passado.
Na ocasião, a adolescente teria ficado muito assustada e não compartilhou o ocorrido com nenhum adulto. Segundo o relato, ela estava sozinha em casa, quando o rapaz apareceu para perguntar por um serviço. Ele teria aproveitado da oportunidade para abusar da menina, que não conseguiu ter nenhuma reação.
"Quando fiquei sabendo disso, juntamos as duas famílias para prestar queixa", disse a mãe da criança de 12 anos, que revelou ainda ter compartilhado a situação em grupos de moradores no bairro e outras pessoas informaram terem sido importunadas.
"Tenhos relatos em condomínios vizinhos. Mas como são pessoas adultas, meio que davam uma resposta e ele ficava quieto. Temos histórias de que ele teria ido em outro condomínio e chegou excitado por trás da menina que estava fazendo a limpeza. Ela prestou queixa à patroa. Tem relatos de umas cinco pessoas, mas, como não prestaram queixa, terminou ficando por isso mesmo. Aqui no condomínio são quatro, mas dois registrados. Outra pessoa vai registrar na sexta-feira, porque pediu para se ausentar do trabalho", relatou.
Posição do condomínio
A assessoria jurídica do residencial foi procurada pelo BNews e confirmou o ocorrido. Segundo as informações divulgadas, o rapaz não possui nenhum vínculo com o condomínio e que seria um prestador de serviço contratado de forma voluntária pelos moradores de cada apartamento.
"A partir do momento que tomou-se conhecimento, a síndica preocupada entrou em contato conosco e orientamos que a família procurasse a Dercca, porque se trata de uma situação criminal. Enquanto condomínio, comunicamos aos moradores que ele estaria impedido de acessar às dependências, principalmente porque já seria a segunda vez", informou.
O advogado disse ainda que a decisão foi tomada até que os fatos sejam devidamente esclarescidos. "A gente não está julgando, a pessoa tem o direito de se defender e existe o devido processo legal. No entanto, como é uma situação que envolve menores, entendemos que precisa haver uma atenção diferenciada", completou.
Por fim, a reportagem entrou em contato com a Polícia Civil, que informou que outro registro foi aberto nesta quarta-feira (25), na Delegacia Territorial (DT) do bairro de Itinga, mas para investigar suposta calúnia e difamação praticada contra o prestador de serviço, que alegou ter sido exposto nas redes sociais, inclusive com fotos.
A polícia diz ainda que as injúrias apontavam que o rapaz seria "autor de abuso e importunação sexual em um condomínio do Jardim das Margaridas [...] Além disso, uma circular teria sido publicada pela administração do condomínio, proibindo a entrada e permanência da vítima nas dependências do residencial".
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