Polícia

Quadrilha que furtou mais de R$ 1 milhão em joias em Salvador é alvo de operação

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Investigação revela estrutura sofisticada da quadrilha, que realizava furtos a joalherias com planejamento detalhado  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Ascom PCBA
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 01/04/2026, às 06h48 - Atualizado às 06h51



A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quinta-feira (1º), a Operação Diamante de Sangue, que mira uma organização criminosa com atuação interestadual, especializada em furtos a joalherias, estelionatos e tráfico de drogas. Segundo as investigações, o grupo causou prejuízos milionários, incluindo um furto ocorrido em Salvador, no início de 2025, com dano superior a R$ 1 milhão.

Ao todo, estão sendo cumpridos 83 mandados judiciais, entre prisões preventivas, buscas e apreensões, além do sequestro de bens. Entre os itens bloqueados está uma aeronave avaliada em cerca de R$ 800 mil, encontrada em uma pista clandestina e suspeita de ser usada no transporte de drogas e no apoio logístico às ações criminosas.

Modus operandi

As investigações apontam que a quadrilha possuía uma estrutura bem definida, com divisão de tarefas e planejamento detalhado para execução dos crimes. Nos furtos a joalherias, os suspeitos faziam levantamentos prévios dos locais e acessavam os estabelecimentos pelo teto, utilizando equipamentos para desativar sistemas de alarme, o que demonstra alto nível de sofisticação.

Além dos crimes patrimoniais, o grupo também é investigado por estelionatos praticados por meio do chamado "golpe do aniversário", especialmente no Ceará e na Paraíba. Nesse tipo de fraude, as vítimas, em sua maioria idosas, eram abordadas sob o pretexto de receber presentes. Durante a abordagem, os criminosos utilizavam dispositivos eletrônicos para capturar dados bancários e realizar transações indevidas.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, os investigados movimentavam grandes quantias de dinheiro por meio de contas de terceiros, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento dos valores e ocultar a origem ilícita dos recursos.

A Operação Diamante de Sangue é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Salvador (DRFR), com suporte técnico do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD/PCBA) e do Núcleo de Inteligência do DEIC. A ação conta com o apoio das Polícias Civis dos estados de Sergipe, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais e Roraima, além da Polícia Rodoviária Federal.

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