Polícia
por Natane Ramos
Publicado em 10/12/2025, às 19h58 - Atualizado em 11/12/2025, às 01h59
Três policiais civis e um advogado estão sendo investigados por cobrar propina milionária para acabar com um inquérito policial, para defender um membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) de ser investigado. Os acusados são Murilo Muniz, Alan Fernandes Dias e Wander Tadeu de Araujo.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP/SP), três dos quatro investigados foram presos na manhã desta quarta-feira (10), em São Paulo, no âmbito da Operação Mata-Nota, após uma investigação que segue desde o ano passado, após um homem ser preso em flagrante em Alto Garças, no Mato Grosso, enquanto transportava 345 kg de drogas em um caminhão frigorífico.
Um advogado e dois policiais seguem na 4ª Delegacia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil de São Paulo, após as acusações de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Em nota enviada ao Bnews, a defesa de Wander Tadeu de Araújo, subscrita pelo Dr. Jorge Henrique Nunes Pinto, da Nunes Pinto Advogados, esclarece que, seu cliente não foi preso preventivamente, tampouco conduzido à delegacia no curso da operação. "Houve apenas o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, em que foi recolhido seu aparelho de celular".
"A defesa nega de forma categórica qualquer envolvimento de Wander em práticas ilícitas. Esclarece que ele não participou da videochamada noticiada e não adquiriu nenhum imóvel após o arquivamento do aludido inquérito, e sim antes por meio de financiamento bancário", afirmou em nota.
Os advogados registraram, ainda, que a responsabilidade pelo conteúdo do relatório final do inquérito policial, bem como pelas decisões sobre indiciamento e existência ou não de indícios de autoria e materialidade, é exclusiva do Delegado de Polícia, cabendo ao escrivão atuação meramente formal, restrita à redução a termo das determinações da autoridade.
"A defesa confia que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso regular do devido processo legal, com transparência e respeito às garantias individuais".
VÍDEO MOSTRA AÇÕES
Um vídeo mostrou as ações criminosas de Murilo, Alan e Wander, com diálogos entre os policiais e Ademilson Alves de Brito, advogado de Wagner Nascimento de Souza, conhecido como “Costurado”, um dos integrantes do PCC, que foi responsável pela negociação financeira da organização criminosa.
No registro, os investigados apareciam fechando um acordo. "Eu posso ficar tranquilo então que esse assunto tá encerrado, mandou a nota? Ninguém deve nada? Tá bom, então acabou, pode ficar tranquilo, só levar esses dois, não vão vir mais ninguém, não vai vir atrás de mais ninguém [sic]", questionou o advogado.
Após o acordo, os policiais chegaram a adquirir bens materiais com o dinheiro da propina. Murilo Muniz comprou um imóvel avaliado em mais de R$ 700 mil cinco dias após a negociação. Alan Fernandes Dias adquiriu um apartamento avaliado em R$ 215 mil, e Wander Tadeu de Araújo também comprou um apartamento no valor de R$ 250 mil.
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