Polícia

Salto sem corda e três presos: saiba os detalhes da morte de jovem em ponte de 40 metros durante rope jump

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Maria Eduarda, de 21 anos, caiu de uma altura de 40 metros durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em São Paulo  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / X
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 14/06/2026, às 10h34



Queda de cerca de 40 metros, falha na segurança e três prisões até o momento. Esses são os principais elementos que cercam a morte de uma jovem de 21 anos durante um salto de rope jump realizado no último sábado (13), no interior de São Paulo.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após saltar de uma plataforma sem estar conectada ao sistema de segurança da atividade. O acidente aconteceu na chamada Ponte do Esqueleto, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis.

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Vídeos gravados por pessoas que acompanhavam o evento registraram o momento do salto. Segundos depois, participantes percebem que a corda não estava presa à jovem e começam a reagir em desespero.

De acordo com informações divulgadas pelo G1, a vítima caiu de uma altura aproximada de 40 metros. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas o óbito foi confirmado ainda no local.

Segundo informações da Polícia Civil, o equipamento que deveria conter a queda permaneceu preso à estrutura da plataforma e não havia sido conectado ao corpo da participante.

Natural de Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo, Maria Eduarda costumava compartilhar nas redes sociais momentos de viagens, esportes e experiências ao ar livre. Pouco antes do acidente, publicou imagens no local e comentou de forma descontraída sobre a atividade: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.

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As investigações apontam que houve falha na checagem dos equipamentos antes da autorização do salto. As testemunhas relataram que os procedimentos de conferência não teriam sido realizados adequadamente.

Um participante que faria o salto na sequência afirmou ter percebido ausência da rotina de verificação. Os três homens responsáveis pela operação foram presos em flagrante e devem responder por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar o resultado.

Em depoimento, os suspeitos disseram não conseguir explicar como ocorreu a falha e afirmaram não se recordar quem era o responsável pela conexão da corda nem pela conferência final antes da liberação.

Além da dinâmica do acidente, a Polícia Civil também investiga a regularidade da atividade. De acordo com os investigadores, o grupo organizador não possuía autorização para utilizar a área da Ponte do Esqueleto, embora o evento tenha reunido aproximadamente 100 participantes.

A defesa dos investigados declarou que os envolvidos têm experiência na prática esportiva e classificou o episódio como uma “triste fatalidade”. A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e aguarda os laudos periciais para concluir a apuração sobre as circunstâncias da morte.

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