Polícia
por Redação BNews com informações de Vagner Ferreira
Publicado em 13/03/2025, às 13h29 - Atualizado às 13h34
Salvador registrou uma redução de 55% nos casos de feminicídio no ano passado, um avanço significativo no combate à violência contra a mulher. O dado foi destacado pela delegada Patrícia Barreto, diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (13). "Tivemos uma redução de 55% nos casos de feminicídio em Salvador no ano passado, mas ainda há muito a ser feito", explicou.
A delegada também destacou o papel crucial das ações de prevenção, como o fortalecimento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e a implementação de medidas protetivas de urgência, que são fundamentais para coibir o feminicídio e interromper o ciclo de violência doméstica. Ela destacou a mudança na estrutura arquitetônica das unidades policiais para assegurar a confidencialidade e a privacidade das vítimas.
“Feminicídio é um crime evitável, e para isso precisamos da colaboração de toda a sociedade”, afirmou a delegada, ressaltando a importância da denúncia e do apoio da rede de proteção para interromper o ciclo da violência. Ela ainda mencionou que muitas vítimas de feminicídio nunca haviam pedido ajuda antes, tornando essencial a conscientização das mulheres sobre seus direitos e o acesso a mecanismos de proteção.
A delegada também destacou a importância da Lei Maria da Penha e da rede de proteção que atua no estado. "A lei Maria da Penha é uma grande conquista, mas ainda há muito a ser feito para que todas as mulheres conheçam seus direitos", afirmou. Ela ressaltou que o aumento no número de denúncias não significa necessariamente um aumento na violência, mas sim uma maior conscientização e acesso à rede de proteção.
Ações de conscientização e mobilização
Segundo a delegada, o DPMCV pretende expandir o atendimento nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs). Atualmente, existem 15 DEAMs no estado, com duas em Salvador. A meta é que todas as unidades funcionem em regime de 24 horas até o próximo ano.
"É um mês de luta, em que tentamos fazer um pouco mais do que já fazemos todos os dias. A proteção da mulher vai além do trabalho da polícia, ela envolve toda uma rede de apoio que inclui assistência jurídica, psicológica e social. Nosso compromisso é garantir que essas mulheres tenham condições de romper com os ciclos de violência e retomar suas vidas de maneira digna”, afirmou.
Durante o mês de março, a Polícia Civil realizará uma série de ações, incluindo rodas de conversa, campanhas educativas e visitas às comunidades, para informar as mulheres sobre a Lei Maria da Penha e as formas de identificar a violência doméstica.
“Muitas mulheres não sabem que estão em um relacionamento abusivo, por isso é fundamental trabalhar a psicoeducação e garantir que elas saibam que podem e devem pedir ajuda”, completou a delegada.
Classificação Indicativa: Livre
Lançamento com desconto
Samsung top
Congresso Internacional
cinema em casa
som poderoso