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Secretaria de Saúde é investigada por irregularidades na contratação de empresa para prestação de serviços de hemodiálise

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Operação Difusão investiga fraudes em licitações e desvios de recursos públicos na saúde  |   Bnews - Divulgação Divulgação | PF
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 30/09/2025, às 09h29 - Atualizado às 09h43



A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, na manhã desta terça-feira (30), a Operação Difusão, que investiga os crimes de fraude em licitação, advocacia administrativa e desvio de recursos públicos envolvendo uma empresa contratada pela Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI) e pela Fundação Municipal de Saúde de Teresina/PI (FMS).

De acordo com a GCU, uma denúncia dando conta de  possíveis irregularidades na contratação de empresa para prestação de serviços de hemodiálise e diálise peritoneal à beira leito pela FMS, motivou as investigações. Também há suspeita de atuação indevida de servidora pública da fundação de forma a favorecer a empresa contratada.

"Após a denúncia, identificou-se que a contratação dos serviços foi inicialmente realizada pela SESAPI e que, pouco depois, a FMS aderiu à ata da Secretaria Estadual e também contratou os serviços. A análise das contratações realizada pela CGU evidenciou, em ambos os casos, irregularidades, com indícios consistentes de direcionamento, favorecimento e fraude à licitação, com participação ativa de agentes públicos nas irregularidades", revelou o órgão.

Ainda conforme informações divulgadas pelo GCU, ao longo das investigações, a PF  identificou fortes indícios de que o quadro societário da empresa denunciada é atualmente composto por “laranjas”, um deles, inclusive, sendo relacionado a um dos investigados no âmbito da Operação OMNI, também deflagrada hoje, indicando o forte poder de influência desse grupo na SESAPI.

Diligências

A Operação Difusão consiste no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, envolvendo pessoas físicas e jurídicas nos municípios de Teresina (Piauí), Imperatriz (Maranhão) e Marco (Ceará), bem como o afastamento, dos seus vínculos públicos com a SESAPI e com a FMS, da servidora pública ligada à empresa investigada. O trabalho conta com a participação de três servidores da CGU e 28 policiais federais.

O nome “Difusão” refere-se a uma das fases da hemodiálise, remetendo à tentativa de filtrar as “impurezas” identificadas na SESAPI e na FMS.

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