Polícia

Secretário de Polícia Civil comenta megaoperação: "Maior baque que o Comando Vermelho já tomou desde a sua fundação"

Tânia Rêgo/ Agência Brasil
Megaoperação no Rio de Janeiro deixou pelo menos 132 pessoas mortas segundo a Defensoria Pública  |   Bnews - Divulgação Tânia Rêgo/ Agência Brasil
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 29/10/2025, às 16h59



Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (29) o secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, comentou a respeito da megaoperação que aconteceu nos Complexos do Alemão e da Penha para combater as ações do Comando Vermelho (CV) na localidade.

Segundo Curi, a ação representou um baque contra a facção criminosa e pontou ainda que o confronto é inevitável por ser uma região conflagrada pelo tráfico de drogas.

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"Foi o maior baque que o comando vermelho já tomou desde a sua fundação nos anos 70 com perda tão grande de armas, drogas e, principalmente, de lideranças", pontou Curi.

"Para quem não sabe, em áreas conflagradas, quanto mais inteligência tivermos, mais confronto vamos ter. A lógica é inversa. E foi justamente o que nós encontramos ontem, um cenário de guerra, literalmente. O que as polícias do Rio de Janeiro enfrentam não é mais uma questão de segurança pública , é uma questão de guerra irregular, guerra assimétrica. Uma questão de defesa nacional e soberania nacional. Polícia nenhuma do mundo faz o que as polícias civil e militar fazem no Rio de Janeiro", acrescentou Curi durante a coletiva de imprensa.

Essa operação foi a mais letal da história do estado com 132 mortos, segundo dados da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro. Entre as vítimas estão quatro policiais que morreram durante os confrontos.

A ação, que mobilizou cerca de 2.500 agentes das forças estaduais de segurança, foi resultado de mais de um ano de investigação conduzida pela DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes) e tinha como como foco desarticular a facção Comando Vermelho (CV) nos Complexos do Alemão e da Penha.

Quem são os policiais mortos

Dois agentes da Polícia Civil perderam a vida durante os confrontos:

Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, era comissário da 53ª DP (Mesquita). Entrou para a corporação em 1999 e foi promovido na segunda-feira (27) a chefe de investigação;

Rodrigo Veloso Cabral, de 34 anos, lotado na 39ª DP (Pavuna), estava na Polícia Civil há 40 dias. Ele deixa a esposa e uma filha.

Já os dois policiais militares que morreram eram lotados no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope):

Cleiton Serafim Gonçalves, de 42 anos, 3º sargento do Bope. Ele deixa esposa e filhos.
Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos, também 3º sargento do Bope. Ele deixa esposa e uma filha.

Feridos

A ação deixou alguns feridos, entre eles o delegado-adjunto da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Bernardo Leal, Ele foi baleado, passou por cirurgia e seu estado de saúde é considerado grave.

Outros três inocentes também foram baleados: um homem em situação de rua, uma mulher que estava em uma academia e outro homem atingido em um ferro-velho. Todos foram socorridos.

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