Polícia

Entenda o modus operandi do grupo criminoso que usava o Porto de Salvador para enviar drogas para outros países

Ilustrativa | Ascom Codeba
Grupo utilizava técnica de inserção clandestina de drogas em contêineres legítimos  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa | Ascom Codeba
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 25/06/2026, às 06h17 - Atualizado às 06h29



O Ministério Público Federal (MPF) detalhou o modus operandi do grupo criminoso,  alvo da Operação Descontaminação, que usava o Porto de Salvador para enviar drogas para outros países.

Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (24) pelo MPF, recentemente, seis integrantes do bando, envolvidos com crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e falsificação de documento público, foram condenados a mais de 10 anos de prisão após denúncia do MPF. 

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"O grupo condenado utilizava a técnica conhecida internacionalmente como rip-on/rip-off, que consiste na inserção clandestina de drogas em contêineres de exportadores legítimos sem o conhecimento dos proprietários da carga. O objetivo era enviar grandes quantidades de cocaína para portos da Europa, especialmente na Holanda, Bélgica e Espanha, utilizando a estrutura portuária de Salvador (BA)", detalhou o órgão.

Esquema envolvia funcionários

Por meio de nota divulgada à imprensa, o órgão detalhou como o grupo atuava. De acordo com o MPF, o  esquema contava com estrutura especializada e divisão de tarefas, incluindo uso de informações privilegiadas sobre cargas e embarques, atuação de pessoas com acesso ao terminal portuário, veículos clonados, lacres falsificados e apoio logístico.

"Funcionários do terminal portuário (núcleo de inteligência) acessavam os sistemas internos para selecionar contêineres localizados em 'pontos cegos' das câmeras de segurança. Para entrar na área restrita do pátio, os criminosos usavam carros clonados com logomarcas de empresas prestadoras de serviço do porto, além de subornar vigilantes para burlar as vistorias".

Também conforme informações do MPF,  peças dos contêineres eram sabotadas por técnicos de refrigeração cooptados para fazer essa atividade ilícita. A ideia era  gerar um falso chamado de manutenção, o que justificava a presença prolongada deles no local. Após colocar as sacolas com a droga na carga, o grupo rompia os lacres originais das portas e os substituía por cópias falsificadas a laser, que mantinham a numeração verdadeira para ocultar a violação até o destino final.

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