Polícia

Servidora de instituto federal é alvo de operação da PF que apura fraude contratual firmado com empresa privada

Ilustrativa | PF
A investigação revela que serviços não executados foram cobrados, com indícios de superfaturamento e notas fiscais irregulares  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa | PF
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 21/10/2026, às 08h23 - Atualizado às 08h26



Uma servidora do Instituto Federal Farroupilha (IFFAR), instituição pública de ensino federal, gratuita e multicampi, com reitoria em Santa Maria, no Rio Grande do Sul (RS), é alvo da Operação Alquimia, deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira, 20.

A operação, que apura uma fraude causada por meio da  execução de contrato de manutenção predial firmado com empresa privada, busca cumprir três mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, indícios apontam que a empresa, com a participação de uma servidora do instituto, cobrava por serviços não executados e utilizava o contrato para custear bens, serviços e projetos alheios ao seu objeto.

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"A investigação apurou que medições e notas fiscais emitidas pela empresa descreviam serviços diversos dos efetivamente realizados. Itens não previstos na tabela contratual eram lançados sob a rubrica de serviços nela contemplados, com acréscimo de 35% sobre os valores orçados sem qualquer contraprestação. Há também indícios de repetição de itens entre notas fiscais", detalhou a PF. 

Ainda de acordo com a polícia, a servidora demandava os serviços, orientava a forma de faturamento e atestava a execução, enquanto o administrador de fato da empresa conduzia as tratativas e a emissão das notas.

"As irregularidades foram confirmadas pelo próprio IFFAR, que suspendeu os pagamentos à empresa, instaurou procedimento administrativo de responsabilização e comunicou os fatos à Polícia Federal. O instituto colaborou com a investigação desde o início. O prejuízo aos cofres públicos ainda está sendo quantificado", completou a PF.

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