Polícia
por Leonardo Oliveira
Publicado em 31/05/2025, às 12h25 - Atualizado às 12h51
A Polícia Civil de São Paulo investiga uma agressão ocorrida no último fim de semana no Clube Athletico Paulistano, localizado nos Jardins, área nobre da capital paulista, envolvendo uma babá e um sócio da instituição. O homem é acusado de agredir a trabalhadora com um soco na boca, mas ele também alega ter sido agredido por ela. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
Versões do ocorrido
Segundo a Federação das Domésticas de São Paulo, a babá, de 26 anos, foi agredida pelo associado, de 46 anos, após intervir em uma briga entre crianças sob seus cuidados. A federação declarou que "o agressor, além de filmar as profissionais sem autorização, reagiu de forma violenta e desproporcional quando confrontado, resultando em um ato covarde!".
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A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que tanto a mulher quanto o homem compareceram ao 78º Distrito Policial (Jardins) entre os dias 24 e 26 de maio, onde ambos relataram terem sido agredidos durante o desentendimento no clube.
"Cada um alegou ter sido agredido pelo outro. Foi expedida requisição para realização de exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) para ambos", informou a SSP. O caso foi registrado como lesão corporal.
Origem da confusão
Conforme relatos e um áudio que circula entre membros do clube, a briga teria iniciado após uma discussão entre crianças, na qual um menino teria provocado colegas menores e se recusado a devolver uma bola. A babá teria solicitado a devolução do objeto, mas o garoto teria chutado a bola para longe e dito ao pai que havia sido agredido.
Na discussão que se seguiu entre o pai e as babás, o homem teria começado a filmar as trabalhadoras com seu celular. Uma das babás teria reagido batendo no aparelho, que caiu no chão. Nesse momento, o associado teria desferido um soco na boca da mulher, que, por sua vez, teria revidado. A briga teria sido contida por outras pessoas presentes no local.
Reivindicações e posicionamento do clube
A Federação das Domésticas de São Paulo repudiou veementemente a agressão e reivindicou:
A entidade também afirmou que "a agressão sofrida pela babá escancara a tentativa de silenciar e subjugar a mulher trabalhadora, sobretudo em espaços elitizados que insistem em invisibilizar quem cuida", destacando que o caso pode revelar traços de violência de gênero e desvalorização do trabalho de cuidado.
Em nota, o Clube Paulistano comunicou que está apurando o caso, analisando imagens e relatos, para que as providências necessárias sejam tomadas conforme suas normas internas de conduta.
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