Polícia

Sócio de famosa bet brasileira é preso em operação da PF contra lavagem de dinheiro

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Investigação apura crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros contra a ordem tributária e financeira  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Redes Sociais
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 17/09/2026, às 12h04 - Atualizado às 12h08



O sócio da empresa de apostas esportivas PixBet, Diomar Tadeu Dantas de Farias, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (17) durante a Operação Arena. O empresário foi preso na cidade de Jacumã, no Litoral Sul da Paraíba.  Também foram cumpridas medidas de sequestro de bens, nas cidades de Campina Grande e de João Pessoa.

De acordo com informações da Folha de São Paulo, Diomar é sócio minoritário da empresa e detém 30% das quotas. O sócio majoritário é o seu primo Ernildo Júnior Farias Santos, alvo de mandado de busca e apreensão durante a primeira fase da Operação Arena.

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Segundo as investigações, os crimes apurados são evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros contra a ordem tributária e financeira. A PF investiga um esquema de aquisição de criptoativos e troca de remessas entre empresas brasileiras e estrangeiras com o objetivo de ocultar patrimônio e sonegar impostos.  

Primeira fase da Operação Arena

Na sua primeira fase, deflagrada em agosto deste ano, a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e Receita Federal investigavam um grupo suspeito de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas.

Na ocasião foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. A Justiça também determinou medidas de quebra de sigilo bancário e telemático e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens.

Segundo a PF, recursos provenientes das apostas eram enviados para uma empresa de fachada registrada em Curaçao. O dinheiro depois retornava ao Brasil como pagamento por serviços que, segundo a investigação, não haviam sido realizados.

Ainda de acordo com a investigação, a empresa emitia notas fiscais por serviços que não teriam sido realizados. Com isso, o dinheiro retornava ao Brasil como pagamento por supostos serviços contratados no exterior, aparentando ter origem legal.

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