Polícia

Sturaro classifica como “execução” a morte do jovem Caíque em São Marcos: “Mandou correr e atirou pelas costas”

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No programa Giro Baiana 2ª Edição, Victoria Alves e o coronel Sturaro discutem a atuação policial na morte de Caíque dos Santos  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNewsTV
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 09/10/2025, às 15h44 - Atualizado às 16h24



A apresentadora Victoria Alves repercutiu, no programa Giro Baiana 2ª Edição, exibido nesta quinta-feira (9), o caso do adolescente Caíque dos Santos Reis, de 16 anos, que foi morto no bairro de São Marcos, em Salvador, durante operação da Polícia Militar.

Durante a conversa, Victoria questionou o coronel Humberto Sturaro sobre a atuação policial no caso, lembrando que moradores da região afirmam que Caíque não estava armado, não houve troca de tiros e que os policiais militares envolvidos na ocorrência foram afastados das atividades operacionais.

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O coronel classificou o caso de forma contundente, chamando o episódio de “execução”, e relatou ter recebido um depoimento que “ligou o sinal de alerta”. Segundo ele, uma das testemunhas afirmou que “um dos policiais mandou o adolescente correr e atirou pelas costas”.

Executado no dia 28 de setembro, Caíque era estudante, barbeiro e havia acabado de conseguir um emprego como atendente de confeitaria. Durante a entrevista, Sturaro assumiu a responsabilidade institucional por casos como esse, destacando a importância do equilíbrio emocional na atuação policial.

“Fatos como esse já eram discutidos desde quando eu era comandante de operações da Polícia Militar da Bahia. A responsabilidade é nossa. O policial não pode deixar o emocional interferir em sua conduta. Ele não é a solução de todos os problemas. O crime é a doença, mas o policial não pode achar que é a cura a qualquer custo”, afirmou.

O coronel reforçou ainda que abusos e arbitrariedades não podem ser tolerados dentro da corporação: “Se um policial comete uma barbaridade dessa, desculpe, mas isso parece uma execução. O policial tem que ser reconhecido pela legalidade de suas ações, não pela força de suas armas”, concluiu.

Clique aqui e assista a entrevista completa!

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