Polícia
As investigações acerca de uma denúncia de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos na cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ganhou um novo detalhe. Mensagens entregues à Polícia Civil apontam que um dos suspeitos de envolvimento no crime admitiu ter participado dos abusos e tentou justificar a conduta.
O conteúdo da conversa foi entregue às autoridades pela mãe da vítima e passou a integrar o inquérito do caso. Nas mensagens, um dos adolescentes reconhece que participou da violência sexual e afirma que outros rapazes iniciaram os abusos antes dele.
"Quem começou com isso foi [nome oculto]. Depois o [nome oculto] começou também e aí eu também. Não acho certo. Em momento algum, mas na hora, com álcool na cabeça, você nem percebe a merda que está acontecendo. Eu sei a gravidade de tudo isso. Eu realmente sei o quão grave isso é e por isso estou botando a cara a tapa para conversar sobre e poder explicar as coisas", escreveu.
A vítima demonstra indignação com a justificativa apresentada. "Não parece. Explicar que vocês me estupraram e acha que pode ser resolvido na conversa? Eu devia ir denunciar vocês", respondeu.
Denúncia
As investigações apontam que a menina convidou outros oito adolescentes para um churrasco em casa, na última sexta-feira (12). Entre eles estavam duas amigas, o namorado de uma delas, um amigo do casal e outros quatro jovens conhecidos da vítima.
Em depoimento, a adolescente contou que todos consumiram bebida alcoólica, mas que, em determinado momento, perdeu a consciência e só acordou horas depois. Ela suspeita que sua bebida tenha sido adulterada.
Ainda conforme o relato, a menor de idade despertou nua em um quarto da residência e correu para o banheiro, onde percebeu sinais de violência sexual. Segundo ela, pelo menos quatro rapazes participaram dos abusos, todos menores de idade.
Início das oitivas
Nesta quinta-feira (18), a Polícia Civil começou a ouvir os adolescentes supeitos de envolvimento no crime. As investigações estão sendo conduzidas sob sigilo por uma delegacia de Contagem.
Por serem menores de idade, os jovens não respondem criminalmente da mesma forma que adultos. Caso o envolvimento seja comprovado, eles poderão responder por ato infracional análogo ao crime de estupro, com aplicação de medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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