Polícia

Suspeito de integrar organização criminosa acusada de expulsar moradores ostentava vida de luxo e viagens

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O suspeito de integrar organização criminosa tinha registros um padrão de vida considerado "incompatível com a renda declarada"  |   Bnews - Divulgação Reprodução Redes Sociais
Mariana Cedrim

por Mariana Cedrim

Publicado em 13/06/2026, às 16h41



Um dos suspeitos investigados pelo esquema do Terceiro Comando Puro (TCP) voltado à expulsão de moradores do entorno do Morro de São Carlos, no Estácio, Região Central do Rio, ostentava uma rotina de luxo, com viagens internacionais e passeios em destinos turísticos.

Conhecido como "Cristiano Portelinha", o suspeito tinha registros um padrão de vida considerado "incompatível com a renda declarada", como viagem para Machu Picchu, no Peru, um passeio pilotando jet ski e quadriciclo. As fotos foram descobertas a partir da quebra de sigilo telefônico dos investigados.

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O grupo atuava na movimentação e ocultação dos recursos obtidos por meio das extorsões praticadas contra comerciantes e moradores da região e pelo menos 21 pessoas físicas e jurídicas estão sendo investigadas por suspeita de envolvimento no esquema.

Nesta sexta-feira (12) foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Quatro homens apontados como chefes foram identificados como Leonardo Miranda da Silva, o Léo Empada; Marcílio Cheru de Oliveira, o Menor Cheru; Rafael Carlos da Silva Ferreira, o Parazão; e Anderson Rosa Mendonça, o Coelho. 

De acordo com a apuração da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE), o grupo  implantou um sistema de exploração econômica direcionado contra quem vive próximo ao morro e as vítimas eram forçadas a abandonar seus imóveis para que eles fossem transferidos para pessoas ligadas ao tráfico. 

O delegado Jefferson Ferreira, titular da Draco/IE explicou que que os alvos eram moradores e comerciantes. "Alguns moradores eram forçados a abandonar imóveis ou obrigados a vendê-los por preços muito abaixo do mercado.  Algumas eram destinadas a pessoas ligadas aos traficantes, outras eram alugadas e algumas transformadas em imóveis comerciais explorados pelo tráfico."

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