Polícia
Jonatas dos Santos Moreira, de 29 anos, suspeito de matar a ex-companheira a facadas no bairro de Alto de Coutos, no Subúrbio de Salvador, se entregou à polícia nesta quarta-feira (27). Ele se apresentou na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhado de uma advogada.
A vítima, identificada como Iana Silva Santos, de 25 anos, foi assassinada dentro da própria casa, na última quinta-feira (21). Ela trabalhava como mecânica em uma empresa de ônibus da capital baiana.
De acordo com as investigações, Jonatas já havia tentado matar Iana em fevereiro deste ano. Na ocasião, a jovem foi brutalmente agredida pelo então companheiro e sofreu ferimentos graves no rosto. Uma semana após o crime, ele chegou a ser preso, mas foi colocado em liberdade no mês de maio.
Em depoimento prestado na época, a vítima relatou que o relacionamento havia terminado dias antes das agressões e que o suspeito não aceitava a separação. Segundo a vítima, Jonatas chegou a afirmar que "se ela não fosse dele, não seria de mais ninguém".
Ainda de acordo com a mulher, em 13 de fevereiro, ela dormia quando percebeu a presença do suspeito em casa.
"Ele já estava sem a farda do trabalho, com roupa comum e me agredindo. Eu sem reação nenhuma. Ele me batia querendo deformar minha face, como conseguiu deformar. Me dava chute e soco na cara. Quando eu caía no chão, ele chutava minha cabeça", disse.
Conforme o processo,a vítima sofreu edema traumático, equimoses nos dois olhos, lesões nos lábios e múltiplos traumas faciais. Exames também apontaram fratura cominutiva do assoalho orbitário direito, desalinhamento ósseo e comprometimento da região facial.
Durante o processo, Jonatas admitiu as agressões, mas alegou ter agido em legítima defesa. A versão, no entanto, foi rejeitada pela Justiça, que apontou desproporção entre o relato do acusado e a gravidade das lesões sofridas pela vítima.
Ele foi condenado por lesão corporal em contexto de violência doméstica a dois anos de reclusão em regime aberto, além do pagamento de indenização equivalente a um salário mínimo para Iana. Apesar da sentença, a prisão preventiva foi revogada sob a justificativa de que não havia, naquele momento, motivo para a manutenção da medida cautelar.
Apesar da sentença, o magistrado decidiu revogar a prisão preventiva, pois não existiam "motivos, neste momento, para decretação de nova prisão preventiva".
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