Polícia

Suspeito "herda" do pai esquema de venda de atestados médicos falsos; veja valores e como funcionava

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Após denúncias de médicas, polícia desvendou esquema  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa | PCRJ
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 23/01/2026, às 09h41 - Atualizado às 09h52



Um homem, suspeito de "herdar" do pai a prática criminosa de atuar com venda de atestados médicos falsos, foi preso pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ). Ele atuava na Rocinha, Zona Sul do Rio.

O esquema virou alvo de investigação, em 2024, depois de uma médica denunciar que seus dados haviam sido usados para a produção de um atestado falso. Na época, segundo a polícia, ela foi contatada por uma empresa para confirmar a veracidade do documento. O criminoso foi identificado, mas não foi deferido o pedido de prisão.

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Já no final de 2025, mais uma  médica soube que seus dados estavam sendo usados de forma fraudulenta. Ela fez um novo registro e os agentes da 25ª DP chegaram mais uma vez ao mesmo criminoso. "O inquérito apontou que o esquema existia há cinco anos e os interessados no serviço clandestino podiam escolher o motivo e até a quantidade de dias que ficariam afastados do trabalho. Além disso, a fraude contava com receitas e carimbos falsos de hospitais públicos e particulares, e os supostos pacientes nunca passavam por consultas, sendo tudo combinado por meio de aplicativos de mensagens", detalhou a Polícia Civil. 

As investigações revelaram, também, que a pessoa interessada podia escolher até a data de validade do atestado médico. Os preços variavam de acordo com a quantidade de dias. Um dia afastado do serviço custava R$ 25 e, para cinco dias, o valor cobrado era de R$ 75.  "Durante as diligências, os agentes chegaram até uma mulher que admitiu ter comprado um atestado falso. As mensagens trocadas por celular no decorrer da negociação mostraram todo o esquema".

Ainda de acordo com a polícia, um dos documentos falsificados obtidos pelos policiais era idêntico ao atestado disponibilizado pela prefeitura do Rio e atribuía a consulta a um hospital da Zona Sul da cidade. "A investigação não apontou a participação dos hospitais e a falsificação desses papéis timbrados era uma parte da fraude desencadeada por esse criminoso.A partir da identificação do criminoso, ele foi intimado a prestar esclarecimentos e compareceu à delegacia do Engenho Novo. Surpreendeu os policiais civis que, acreditando na impunidade, o homem confessou todo o esquema ilegal e sua participação nele".

À polícia, o homem relatou que o pai já vendia atestados falsos e, com sua morte, o homem assumiu a função, a partir de um talonário deixado pelo genitor. Em sua residência, foram encontrados diversos carimbos com dados falsos de médicos.

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