Polícia
por Gabriel Santana
Publicado em 30/03/2026, às 17h52
Uma técnica de enfermagem, chamada Eliane Borges Tavares Dias Vieira, de 44 anos, suspeita de tentar sair do Hospital Regional de Santa Maria com um bebê, foi presa na tarde do último sábado (28), no Distrito Federal (DF).
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A criança havia nascido pouco tempo antes da profissional tentar fugir com ela. De acordo com o Portal Metrópoles, a técnica de enfermagem alegou que a atitude era uma “brincadeira”.
Em seu depoimento para a 20ª Delegacia de Polícia (Gama), uma das vigilantes da unidade apontou que estava em seu posto quando viu Eliane deixando o setor obstétrico com um comportamento suspeito.
Ao perceber a movimentação incomum, a vigilante se levantou e questionou para onde a funcionária estava indo, que ignorou e seguiu caminhando. A abordagem só foi bem sucedida após uma segunda vigilante se aproximar e apoiar a vistoria. Uma das vigilantes relatou que Eliane teria dito: “Parabéns, você passou no teste”.
Ainda segundo uma das vigilantes, a técnica insistiu na versão sobre ser uma espécie de teste focado em perceber a vigilância hospitalar, dizendo falas de elogio para a segurança enquanto retornava para o seu setor.
Ao perceber que era uma atitude grave, a vigilante acionou o registro de ocorrência e a supervisão do local. A testemunha apontou que Eliane teria ficado abalada, chorado e pedido desculpas, alegando que estaria passando por problemas pessoais.
O superior de Eliane afirmou que nenhum técnico de enfermagem tem autonomia para retirar um recém nascido do setor sem possuir alguma autorização e acompanhamento do enfermeiro e do médico pediatra responsáveis.
A técnica de enfermagem negou que tenha tido qualquer intenção de retirar o recém-nascido do hospital. Ela disse aos policiais que estava em um plantão de 12 horas e, após uma cirurgia cesariana, estava ajudando um bebê que estava apresentando um quadro de hipoglicemia.
Eliane disse que sua atitude teria sido uma brincadeira junto com uma colega de equipe que teria questionado se os seguranças diriam alguma coisa caso ela saísse com o bebê no colo. A técnica aponta que ela só caminhou alguns metros, permanecendo dentro da área hospitalar e sem a intenção de cruzar a portaria externa.
Ao ser ‘barrada’ pelo segurança, Eliane declarou que retornou para a Sala de Recuperação Pós-Anestésica (RPA), entregou o bebê para a mãe e verificou se o leite solicitado para a correção da glicemia já teria chegado.
A profissional salientou que trabalha no local há três anos e que seria incapaz de praticar qualquer ato que prejudicasse o seu trabalho ou a segurança dos recém-nascidos.
Pela gravidade do ocorrido, provas e testemunhas, a técnica de enfermagem foi afastada de forma imediata e indiciada pela Polícia Civil do Distrito Federal por subtração de incapaz. Após passar por audiência de custódia, Eliane teve a liberdade provisória concedida pela Justiça do Distrito Federal.
Além da punição, a suspeita está proibida de acessar qualquer unidade neonatal, maternidade, centro obstétrico ou berçário em qualquer unidade de saúde, pública ou privada, enquanto o processo correr.
Eliane deve manter uma distância mínima de 300 metros da unidade e não pode ter nenhum contato com a mãe da criança ou com profissionais de saúde e vigilantes que testemunharam o caso.
O caso segue sendo investigado pela 33ª Delegacia de Polícia de Santa Maria, para apurar se houve a intenção de subtração de incapaz ou outros crimes semelhantes.
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