Polícia

"Transfere a gagueira pro WhatsApp", dispara mulher indiciada por fazer ataques em ambiente virtual

Divulgação/ Ascom PCCE
Conversas expostas em um grupo de aplicativo de mensagens aconteceu entre dezembro de 2024 e junho de 2025  |   Bnews - Divulgação Divulgação/ Ascom PCCE
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 01/03/2026, às 15h27



A Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil do Ceará, concluiu na última quarta-feira (25), um inquérito que resultou no indiciamento de uma mulher de 35 anos acusada dos crimes de invasão de dispositivo informático, divulgação de segredo e difamação qualificada, praticados no ambiente virtual.

A investigação teve início após o vazamento de conversas privadas de um grupo de aplicativo de mensagens, composto por quatro integrantes. O conteúdo, que incluía mensagens, áudios e imagens compartilhadas em ambiente restrito, passou a circular em formato de arquivo digital em redes sociais e em diversos grupos de mensagens.

As conversas expostas aconteceram entre dezembro de 2024 e junho de 2025 envolvendo quatro pessoas: o proprietário de uma assessoria para ativides físicas, uma triatleta amadora e dois médicos.

As vítimas registraram Boletim de Ocorrência informando que não autorizaram a exportação nem o compartilhamento das conversas, levantando a suspeita de acesso indevido às comunicações privadas.

Durante as diligências, a polícia realizou o rastreamento do arquivo disseminado na internet. A investigação identificou que o material foi criado a partir de endereço vinculado à indiciada, em Fortaleza, apontando indícios de autoria relacionados à obtenção indevida, organização e ampla divulgação do conteúdo, o que resultou na exposição das integrantes do grupo e de terceiros.

As mensagens vazadas mostram comentários classificados como machistas, gordofóbicos e ofensivos à condição física de atletas amadores que participavam da assessoria esportiva.Em um dos trechos, integrantes do grupo afirmam: “Se a gorda se movimentar a partir das 20h o alarme toca”.

Também há ataques direcionados a um homem com gagueira, como “Mas ele transfere a gagueira pro WhatsApp” e “Fala igual um pedreiro”.

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