Polícia

Cantor sertanejo é condenado por abuso sexual contra as duas filhas: "Sou inocente"

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Sertanejo foi condenado a 32 anos de prisão, em regime inicial fechado. Ele, no entanto, permanece em liberdade e afirma ser inocente.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Maiara Lopes

por Maiara Lopes

maiara.lopes@bnews.com.br

Publicado em 28/03/2026, às 11h11



O Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) decidiu, por unanimidade, manter a condenação do cantor sertanejo Bruno Mafra, da banda Bruno e Trio, por estupro de vulnerável continuado contra duas crianças.

De acordo com a denúncia, os crimes teriam ocorrido entre 2007 e 2011, quando as vítimas tinham 5 e 9 anos. O caso veio à tona apenas em 2019, após ser formalmente denunciado. O processo corre sob sigilo e foi analisado em segunda instância na última quinta-feira (26), pela 1ª Turma de Direito Penal.

O artista foi condenado a 32 anos de prisão, em regime inicial fechado. Ele, no entanto, permanece em liberdade e afirma ser inocente. Em manifestações nas redes sociais, sua defesa informou que pretende recorrer da decisão. Relatora do caso, a desembargadora Rosi Gomes destacou que os depoimentos das vítimas foram firmes e detalhados, descrevendo episódios de abuso que incluíam isolamento, manipulação psicológica, exposição a conteúdo pornográfico e atos libidinosos, como sexo oral.

Os relatos foram reforçados por testemunhos de familiares — entre eles mãe, avó materna e um tio — além de um laudo pericial que atestou a materialidade dos crimes. A defesa solicitava a absolvição por falta de provas, mas o pedido foi rejeitado pelos magistrados. Durante o julgamento, os desembargadores também chamaram atenção para a recorrência de casos de violência sexual contra crianças dentro do ambiente familiar, ressaltando a gravidade do problema e seus impactos duradouros.

Na decisão, o colegiado reafirmou o entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconhece o valor central da palavra da vítima em crimes dessa natureza. Embora o processo tramite sob sigilo em relação às vítimas, a divulgação do nome do réu é permitida, conforme normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em nota, o escritório Filipe Silveira, responsável pela defesa, afirmou que o caso ainda não foi encerrado e que adotará as medidas cabíveis nas instâncias superiores. O cantor também se pronunciou, por meio das redes sociais, e alegou ser inocente: "Diante das informações que vêm sendo divulgadas, venho a público afirmar que sou inocente das acusações que me estão sendo atribuídas. Confio plenamente na Justiça e no devido processo legal, que já me assegura o direito de responder em liberdade. É nesse caminho, com responsabilidade e respeito, que seguirei colaborando integralmente para o completo esclarecimento dos fatos" destacou.


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