Polícia

Vídeo mostra mulher agredida por PM em festa do Dia das Crianças em Salvador jogando lata nos policiais antes da agressão

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Novas imagens da confusão no bairro de Pirajá, em Salvador, mostra o momento exato que a mulher tenta atingir os policiais com uma lata  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 14/10/2025, às 10h55



Uma festa do Dia das Crianças, no último domingo (12), terminou em confusão entre moradores e policiais militares no bairro de Pirajá, em Salvador. Após discussão acalorada, um PM chega a dar um tapa em uma mulher que participava do evento.

A Polícia Militar informou em nota que agentes da 19ª CIPM realizavam rondas na área quando foram alvos de tiros disparados por suspeitos armados, que teriam se misturado à população presente na comemoração.

Novas imagens do caso ocorrido na Rua Baixa da Fonte mostram que a mulher agredida, juntamente com outros moradores, tinha hostilizado os policiais, e chegou a arremessar uma lata em direção aos militares. Em seguida, os PMs tentam detê-la, mas são impedidos pelos populares.


Em entrevista à TV Bahia, Mércia afirmou que se sentiu constrangida com o tapa recebido no rosto, desferido após ela tentar pedir para que os policiais não atirassem na área. "Falei: 'Poxa, tem criança'. E eles responderam: 'Criança é uma 'la ela'. Recebei um tapa no rosto e guardei isso aqui [um projétil], Não por mim, mas quanto faltou para pegar no meu filho?", reclamou a moradora.

"Eu me senti constrangida. Não por mim, mas sou mãe de cinco filhos, crio só e meu menino de 15 anos estava na frente. (...) O pai de um coleguinha estava bebendo junto comigo e os policiais chegaram já atiraram. O pai do coleguinha dele saiu correndo para proteger o filho dele e eles saíram atirando", disse.

O que diz a PM e a SSP?

Em nota, a Polícia Militar informou que as imagens divulgadas nas redes sociais estão sendo analisadas e que, por determinação do Comando da PMBA, a guarnição envolvida foi encaminhada à Corregedoria para prestar esclarecimentos, por meio dos procedimentos administrativos cabíveis.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), por sua vez, determinou a apuração imediata da conduta de agentes envolvidos, afirmando que "esse não é o modelo de policiamento determinado pelo Comando da PM".

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