Polícia
A comerciante vítima de injúria racial no Pelourinho, em Salvador, na última quarta-feira (21), afirmou ter sido chamada de “preta f*dida” por uma turista do Rio Grande do Sul e relatou a ausência de apoio por parte da empresa para a qual prestava serviço durante o episódio.
Em entrevista ao programa Giro Baiana 2ª Edição, nesta sexta-feira (23), a comerciante deu mais detalhes sobre o ocorrido e afirmou que as ofensas tiveram caráter claramente racista. De acordo com ela, a turista repetiu diversas vezes a expressão “preta f*dida”, o que só foi confirmado posteriormente por pessoas que presenciaram a cena e chegaram a registrar imagens do episódio.
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“Ela olhou pra mim e disse ‘você é uma preta f*udida’, mas pelo fato do som estar muito alto, aquela agonia todo mundo gritando ‘racista’, eu não cheguei a ouvir, eu prestei o depoimento, voltei para casa, muitas pessoas que estavam no evento presenciaram, conseguiram gravar algumas, e disseram que se for necessário irão testemunhar ao meu favor, e informou a todo tempo ‘você é uma preta f*udida’, e foi isso que aconteceu”, disparou a comerciante.
Hanna também criticou a forma como a situação foi conduzida após a intervenção policial. Segundo seu relato, ela foi constrangida ao ser orientada a entrar na mesma viatura que a suspeita e afirmou que, se estivesse em posição inversa, teria sido tratada de forma mais violenta. Ainda conforme a vítima, mesmo na delegacia, a turista teria feito gestos considerados racistas diante dos agentes.
“E, no momento em que o policial retirou ela, ele queria me obrigar a mesma viatura que ela, e eu disse que não iria na mesma viatura, que se fosse ao contrario, eu sairia algemada, eles iriam me tirar que nem um cachorro, mas, como foi ela, teve o direito de sentar no banco da viatura, ela fazendo chacota mesmo com o policial presente. Até na delegacia ela fazia gestos racistas, ficava ‘se coçando’, que não era o lugar dela”, afirmou Hanna.
Além da agressão, a comerciante denunciou a falta de apoio da empresa responsável pelo evento:“Não tive nenhum respaldo. Tentaram amenizar a situação, como se fosse algo menor. Se não fosse a polícia, ela poderia ter saído tranquilamente pela porta da frente”, afirmou.
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