Polícia
Publicado em 20/03/2026, às 20h55 Mariana Bamberg
O rodoviário André Eduardo Sandes viu, nos últimos dias, seu nome e sua foto serem envolvidos no caso da adolescente Thamiris Pereira e desde então segue em “estado depressivo” e “à base de medicamentos”. Foi o seu advogado, Victor Quilici que, em entrevista ao Bnews, revelou a situação de André e detalhou a relação dele com a jovem encontrada morta após sete dias de desaparecimento.
A polícia já rejeitou publicamente a associação de rodoviário na morte da adolescente.
"Ele está há três dias em estado depressivo. Ele e a família não sabem se a vida vai voltar ao normal. Ele está escondido, a verdade é essa, e à base de remédio, não quer sair de casa”, contou o advogado. Essa casa citada por ele é, na verdade, a residência de um conhecido que acolhe o rodoviário desde a última terça-feira (17), quando André, com a família, decidiu sair de onde morava há 48 anos, após tentativas de linchamento e de incêndio no imóvel", declarou.
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Segundo o advogado, André passou a ser relacionado como suposto responsável pelo desaparecimento de Thamiris após imagens da câmera da rua onde ele morava mostrarem a menina se aproximando da porta do imóvel. Essas foram as últimas imagens da adolescente.
“Ele nem a família sabe o motivo de ela ter se aproximado da porta. Mas a teoria em que a gente acredita, e até a própria polícia, é que ela estava sendo perseguida e sabia que ali tinha alguém conhecido. A gente acredita que ela queria pedir socorro”, disse o advogado.
Thamires e André se conheciam por uma amiga da adolescente. Essa jovem já foi enteada do rodoviário. Por isso, segundo o advogado, os dois se seguiam em uma rede social. Quilici, no entanto, diz que seu cliente reconhece apenas uma das mensagens entre eles que circularam na internet nos últimos dias.
“‘Ela é sua prima’. Essa é a única mensagem. Fora isso, tudo é especulação nessa tentativa de fazer uma situação de abuso, de assédio. Tudo é criação das pessoas na ânsia de buscar um culpado”, afirmou.
Leia mais: Dois homens estão presos suspeitos de orquestrar o assassinato da adolescente
Durante as investigações, André foi ouvido, de forma espontânea, duas vezes pela polícia e liberado em seguida. Chegou, inclusive, a deixar o celular com os agentes. “Mas alguns veículos de comunicação acharam de bom tom conduzir as investigações, o que não só atrapalhou o trabalho da polícia, mas acabou também condenando uma pessoa que quase foi linchada”, completou
Perguntado se a família tomará alguma medida contra esses veículos, o advogado afirmou que a preocupação agora é fazer a vida dele voltar ao normal, mas “certamente depois ir em busca de todo tipo de reparação”.
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