Polícia
O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, explicou nesta sexta-feira (12) o motivo da não realização da prisão em flagrante do motorista de aplicativo Sérgio Henrique Lima dos Santos, que confessou ter matado a jovem trans Rhianna Alves, de 18 anos, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado. O caso gerou forte repercussão nacional após o suspeito entregar o corpo da vítima na delegacia e ser liberado.
Segundo Werner, a autoridade policial responsável pelo caso avaliou que "não havia elementos para a lavratura do auto de prisão em flagrante" no momento em que o suspeito se apresentou na unidade. No entanto, a Polícia Civil continuou acompanhando o caso e, três dias depois, a Justiça expediu o mandado de prisão preventiva, que resultou na captura de Sérgio Henrique no município de Serrinha, a 904 km do local do crime.
"Os policiais já estavam acompanhando o autor do delito, tanto que o capturaram em Serrinha, mostrando o indicativo de deslocamento dele", acrescentou Werner.
Rhianna Alves foi morta na noite do último sábado (6), após uma suposta discussão com o motorista. Após o crime, o suspeito levou o corpo da vítima para a delegacia, onde foi ouvido e liberado.
À polícia, Sérgio Henrique disse que contratou Rhianna para ter relações sexuais e que, durante o trajeto de volta, ambos iniciaram uma discussão. Ele afirmou que a jovem o ameaçou expor e acusá-lo de estupro, e alegou ter aplicado o golpe "mata-leão" em legítima defesa, após interpretar que ela utilizaria algum um objeto na bolsa para feri-lo.
Atuação contra crimes de intolerância
Durante o lançamento do Baralho do Crime Lilás, ferramenta que reúne foragidos denunciados por feminicídio, estupro e outras formas de violência contra mulheres na Bahia, nesta sexta-feira (12), Marcelo Werner destacou que a SSP mantém um núcleo especializado de proteção à população LGBTQIAPN+, ligado à delegacia voltada ao combate a crimes de intolerância.
De acordo com o secretário, o estado vai continuar fortalecendo ações de prevenção e colaboração com a rede de proteção.
"É com o fortalecimento dessa rede, de conscientização e de meios para que a população possa colaborar cada vez mais, que conseguimos prevenir e diminuir crimes dessa natureza", disse.
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