Em entrevista a Radio Metrópole, o d deputado ACM Neto (DEM) admitiu nesta segunda-feira (4) que pode entrar na disputa pelo Palácio Thomé de Souza nas eleições de 2012 se contar com o apoio dos partidos de oposição ao PT no estado. O líder do DEM na Câmara Federal defendeu a construção de uma frente de oposição como ideal para enfrentar o candidato do Palácio de Ondina.
ACM Neto disse que a ideia é inciiar a costura dessa frente. Afirmou, no entanto que se quer fazer uma costura com vários partidos, não pde impor sua candidatura. "Partindo do princípio do que o desejado é fazer uma aliança, eu não quero nem impor nem vetar. Se eu for escolhido para ser o candidato, se houver condições políticas e a vontade da população de Salvador, então eu disputo”, disse Neto, durante entrevista.
A intenção do deputado é agrupar DEM, PSDB, PMDB, PR e PPS em torno de um único nome. Ele frisou, no entanto, que ainda é cedo para definir o nome. ACM Neto confessou que o Democratas está decepcionado com a administração do prefeito João Henrique (PP).
Segundo o parlamentar, no processo eleitoral de 2008 o DEM apresentou uma série de pleitos ao prefeito em contrapartida ao apoio para o segundo turno das eleições. "Até então, poucos projetos foram incorporados”, revelou.
Neto afirmou que o desafio do Democratas e da oposição na Bahia e no Brasil é criar conexões com a sociedade e mostrar que existe um projeto alternativo de poder. Para ele, o erro cometido em 2006 e 2010, quando a candidatura do partido só foi definida no ano das eleições, não podem ser repetidos.
O parlamentar defende a abertura das discussões para a escolha do candidato das oposições, assinalando que o nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG) é o diferencia da oposição para 2014.
Ao comentar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre o mensalão, que faz conexão entre o governo Lula e o publicitário Marcos Valério, apontado como o operador do mensalão, um dos maiores escândalos políticos da história do país, comprovando que houve desvio de recursos públicos para favorecer campanhas eleitorais do PT e aliados,Neto salientou que a conclusão da PF desconstrói o discurso do ex-presidente Lula. "Agora, com esse relatório da PF, acho que o PT não vai conseguir reescrever a história”, ironizou, numa referência ao fatode Lula ter saído dizendo que iria reescrever a história e mostrar que o mensalão não existiu.