Política
Publicado em 12/12/2014, às 06h58 Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu nesta quarta-feira (11) denúncia contra 35 pessoas envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras.
Vinte e duas delas são ligadas a grandes empreiteiras do país como as baianas OAS e UTC, além da Camargo Corrêa, Mendes Junior, Engevix e Galvão Engenharia.
A força-tarefa do MPF espera o ressarcimento de R$ 1 bilhão para que sejam recuperados valores desviados em contratos com a petrolífera brasileira firmados com a seis empresas.
No total, nesta fase inicial, foram denunciados nove pessoas ligadas à OAS, nove à Camargo Corrêa e UTC, que foram somados; 16 à Mendes Junior e à GDF, empresa do doleiro Alberto Youssef; sete à Galvão Engenharia; e nove à Engevix.
O valor envolvido na lavagem de dinheiro alcança R$ 74,149 milhões, em 105 casos do crime. Foram identificados ainda 154 atos de corrupção. O MPF diz que os crimes de corrupção envolvem R$ 286 milhões.
"É um imenso esquema de corrupção. O trabalho não para aqui", disse o procurador da República, que encabeça a força-tarefa criada para a Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que a denúncia apresentada pelo MPF significa a abertura de mais uma fase do trabalho da Lava-Jato, que é longo e não se resolverá em tempo breve.
"Começa hoje mais uma fase deste trabalho, que será longo. Outras se seguirão", afirmou Janot.
O esquema, diz o MPF, envolvia empreiteiras, funcionários da Petrobras e operadores financeiros. Nesta fase da denúncia, são citadas apenas as negociações espúrias ligadas à Diretoria de Abastecimento, que era comandada pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa.
Janot disse ainda que a investigação sobre a corrupção na Petrobras será feita com "temperança e de forma transparente".
"O trabalho feito pelo MPF está sendo feito de forma conjunta com energia dividida entre a Receita Federal e a Polícia Federal. Este não será um trabalho rápido, até a completa elucidação", disse Janot.
"Trata-se de um imenso esquema de corrupção no qual eram pagas propinas que variavam de 1 a 5% do valor de cada contrato bilionário com a Petrobras, envolvendo empresas corruptoras e funcionários corruptos. O esquema de lavagem de dinheiro aconteceu entre 2004 a 2012, mas que continuou até 2014", informou Dallagnol.
Relação dos denunciados:
Publicada no dia 11 de dezembro de 2014, às 17h14
Classificação Indicativa: Livre
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