O militante Ronaldo Santos , ex-candidato a vice-governador do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) na eleição do ano passado, diz ter sido vítima de agressões verbais e físicas no bairro do Rio Vermelho, na última sexta-feira (12).
De acordo com o psolista, no momento da agressão, ele estava vestido com a blusa do partido e conversava com um amigo em frente ao Colégio Estadual Manoel Devoto, onde foi abordado por três homens que começaram a gritar em público palavras ofensivas e homofóbicas. "Eles falaram que o PSOL é partido de maconheiro, partido que defende ‘viadinhos’, disseram que Jean Willins não passa de um viado safado no Congresso Nacional", denunciou Ronaldo Santos.
O psolista conta que um dos três agressores segurou na camisa para tentar partir para a agressão física. O amigo de Ronaldo Santos, Jailson de Jesus, de 33 anos, morador do Nordeste de Amaralina, que presenciou o ocorrido, revidou a agressão, dando origem a uma troca de murros.
"É inaceitável passarmos por situações constrangedoras e homofóbicas como essa que passei hoje. Não podemos admitir mais no Brasil tanta homofobia e desrespeito à liberdade de expressão. Todas as pessoas possuem o direito de se filiar ao partido que tiverem vinculação ideológica. As diferenças devem ser respeitadas! Não posso sofrer uma agressão desse tipo porque sou integrante de um partido que defende as pautas da comunidade gay e é a favor da legalização da maconha! É um absurdo!", lamenta Ronaldo.
O partido suspeita que os agressores são estudantes da Faculdade Ruy Barbosa. Ainda conforme a legenda, o quadro de conflito só foi encerrado depois da chegada da viatura no local. Os envolvidos forma prestar depoimentos na 7º Delegacia do Rio Vermelho e, em seguida, liberados.