As contas da presidente Dilma Rousseff (PT) do ano passado apontadas por técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) como portadoras de várias irregularidades poderão ser votadas pela Câmara Federal, finalmente.
O problema é que na gaveta existem contas de 1992 que ainda não foram votadas no plenário e é nisso que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) quer focar para abrir caminho até chegar no alvo que realmente pretende atingir.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o peemedebista solicitou à assessoria da Casa um levantamento da situação das contas pendentes de apreciação.
Diante do indicativo de irregularidades por parte dos auditores do TCU, acredita-se que o tribunal conclua pela rejeição das contas da presidente. Isso ocorrendo, o exercício financeiro é encaminhado ao Congresso Nacional com a recomendação de reprovação. Se o parecer do TCU for avalizado pelos legisladores, qualquer cidadão poderá usar a reprovação das contas como justificativa para pedir à Câmara o impeachment de Dilma, o que implica em seu afastamento do cargo.
Se a estatística servir de acalanto ao governo federal, na história do TCU apenas uma conta de governo foi rejeitada: em 1937, quando o presidente era Getúlio Vargas.