O juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava-Jato na Justiça Federal do Paraná, deu dois dias para advogados da Odebrecht explicarem anotações encontradas no celular do presidente da companhia, Marcelo Odebrecht, apreendido em 19 de junho, quando ele foi preso, de acordo com informações do jornal O Globo. A Polícia Federal produziu um relatório apontando que os textos fazem referência às investigações da Lava-Jato, mostram preocupação com o envolvimento de executivos do grupo na investigação, indicam estratégias da empreiteira e citam políticos. Boa parte das informações, porém, ainda não foi decifrada pela PF.
O juiz Moro escreveu, no despacho desta terça-feira, que todas as anotações estão “sujeitas a interpretação”, mas classifica como “perturbador” um trecho que faria referência a uma tentativa de atrapalhar as investigações. Em um arquivo sem data, o empresário escreveu “trabalhar para parar/anular (dissidentes PF)”. A Odebrecht informou que os advogados do grupo vão responder ao juiz dentro do prazo legal e criticou “a intenção de atribuir ao diretor-presidente da holding pretensas intenções extraídas de raciocínios especulativos”.
Publicada no dia 21 de julho de 2015, ás 7h24