Portugal tornou-se mais uma fonte de preocupações para as empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, cuja cúpula está presa no Paraná desde a 14ª fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Segundo edição desta sexta-feira do jornal Correio da Manhã, o Ministério Público português investiga contratos firmados por duas subsidiárias das empresas brasileiras entre 2005 a 2011, durante o governo do ex-primeiro-ministro José Sócrates, que está preso desde o ano passado sob suspeita de corrupção e fraude fiscal. Os contratos somam 900 milhões de euros - ou 3,2 bilhões de reais.
De acordo com o diário português, o foco do Ministério Público são obras nas barragens do Sabor e do Alqueva, rodovias na Grande Lisboa, Baixo Tejo e Douro Litoral e escolas. A suspeita é de que a Odebrecht e a Andrade Gutierrez tenham sido beneficiadas no governo de Sócrates. Conforme o Correio da Manhã, Odebrecht e Andrade Gutierrez atuam no país desde a aquisição, respectivamente, da Bento Pedroso Construções e da Zagope, e obtiveram diversos contratos com o governo para construção de barragens e rodovias e modernização de escolas.
Com informações da revista Veja