Política
Publicado em 06/08/2015, às 09h49 Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)

Executivos integrantes da cúpula da Odebrecht, desanimados com a evolução da Operação Lava Jato, começaram a discutir, reservadamente, cenários envolvendo um acordo de delação premiada de Marcelo Odebrecht com a Justiça.
Segundo apuração da Folha de São Paulo, um interlocutor da empreiteira próximo a Emílio Odebrecht, pai de Marcelo, relatou em conversas reservadas que uma das preocupações do grupo que cogita a colaboração é que, diante do volume de delações premiadas – 22 até agora– na Lava Jato, o executivo preso que falar por último terá pouco a colaborar com os investigadores. Isso dificultará um acordo e, consequentemente, um alívio na eventual punição de Marcelo Odebrecht.
O temor cresceu após membros da empresa dizerem ter informações de que o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, está negociando uma colaboração em troca de benefícios judiciais. Pinheiro e seus advogados negaram a movimentação, após a articulação ter sido revelada pela revista "Veja" há duas semanas.
Na quarta (5), a Justiça Federal do Paraná condenou Pinheiro a 16 anos de reclusão. Cabe recurso à decisão. A avaliação de pessoas próximas a Marcelo é que, se Pinheiro falar, o dono da Odebrecht ficará mais isolado. Nas palavras de um amigo de Marcelo, ''se ele tiver que falar, melhor que fale logo''.
O recurso da delação, no entanto, enfrenta oposição dos advogados atuais do executivo. A defensora do empresário, Dora Cavalcanti, rechaça a colaboração. A construtora negou qualquer conversa nesse sentido.
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