A denúncia aceita pelo juiz federal Sérgio Moro, na semana passada, contra o esquema de propina na Diretoria Internacional da Petrobrás, envolvendo o PMDB, para contratação de um navio-sonda de exploração de petróleo em alto mar, levou pela primeira vez para o banco dos réus nos autos da Operação Lava Jato um executivo de uma multinacional – o chinês Hsin Chi Su, conhecido como “Nobu Su”, presidente da Taiwan Maritime Transportation Co (TMT), de acordo com informações publicadas pelo Estadão.
Ainda segundo o jornal, foi a TMT que prometeu o pagamento de US$ 31 milhões em propina para o esquema envolvendo o ex-diretor de Internacional da Petrobrás Jorge Luiz Zelada – cota do PMDB no esquema de corrupção na estatal – pela contratação para fornecimento do navio-sonda Titanium Exporer, em 2008. Valor do contrato: US$ 1,8 bilhão.
Nobu Su é filho de uma das maiores acionistas da Vantage Drilling, que era a empresa que fechou o aluguel do equipamento com a Petrobrás, via Diretoria de Internacional, informa a Lava Jato.
De acordocom a publicação, a força-tarefa da Lava Jato apurou que Nobu Su e Hamylton Padilha, lobista que atuava na Petrobrás, iriam repassar aproximadamente US$ 31 milhões, sobre o contrato do Titanium Explorer, a título de propina para o ex-diretor de Internacional da Petrobrás Jorge Zelada, para o ex-gerente da estatal Eduardo Musa e para o PMDB – partido responsável pela indicação e manutenção dos executivos em seus respectivos cargos.