Política

Marfrig e Odebrecht estão entre os alvos da nova fase da Operação Acrônimo

Publicado em 01/10/2015, às 09h46   Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)



A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (1º) uma nova fase da Operação Acrônimo e cumpre mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Minas, Goiás, Brasília e Rio Grande do Sul. São realizadas buscas na sede da Marfrig, em Belo Horizonte, na casa do presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Mauro Borges. Segundo a PF, agentes iniciaram a manhã cumprindo 40 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, em São Paulo e no Distrito Federal. 
Em Belo Horizonte, mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa do diretor-presidente da Companhia Energética de Minas Gerais, Mauro Borges. O executivo é ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com atuação entre fevereiro a dezembro de 2014. O advogado dele, Marcelo Leonardo confirmou que os policias estiveram no imóvel e não deu mais informações. A assessoria da Polícia Federal em Brasília informou que, por determinação da Justiça, não pode se manifestar sobre a Operação Acrônimo. 
Há suspeita de que os recursos desviados de contratos com o governo federal foram para a campanha eleitoral. Ainda de acordo com investigadores, alguns dos locais que são alvo de mandados de busca e apreensão nesta manhã são ligados ao governador Pimentel.
Em maio de 2015, quando deu início à Operação Acrônimo, a PF buscava a origem de mais de R$ 110 mil encontrados em um avião no aeroporto de Brasília, em outubro do ano passado. A aeronave transportava Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, conhecido como Bené, dono de uma gráfica que prestou serviço para a campanha de Pimentel ao governo mineiro.

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