Política

Operação Drakkar 2 - Arruda enrolado até o pescoço

Imagem Operação Drakkar 2 - Arruda enrolado até o pescoço
Dispensa ilegal de licitação parece ser o "forte" do ex-governador  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 13/05/2011, às 18h12   Redação Bocão News



Dispensa ilegal de licitação. Parece que essa improbidade administrativa é o " talento" de José Arruda, ex-governador do Distrito Federal (DF). Já por duas vezes,  Arruda é indiciado pelo mesmo crime.

A operação da Polícia Civil do DF já parece até uma obra em série: Operação Drakkar 1- Dispensa ilegal de licitação para circulação de mil ônibus; Operação Drakkar 2  - Dispensa de licitação para criação da empresa Fácil. Sabe lá, se daqui a pouco completa uma trilogia da história.

Além de Arruda foram indiciados o ex-secretário de Transportes Alberto Fraga e o ex-diretor do DFTrans Paulo Munhoz – todos também indiciados na operação Drakkar 1.

Eles são acusado de "facilitar" para a  empresa Fácil  conseguir ser a responsável por controle da bilhetagem automática dos ônibus do Distrito Federal. De acordo com divulgação da Agência Brasil, eles "não só concederam, mas determinaram, além do ingresso dos veículos sem licitação, qual deveria ser o grupo responsável pela empresa Fácil”.

E tem mais: segundo a Polícia Civil do DF, desde 2008, R$ 14 milhões deixaram de ser repassados ao DFTrans - agência que fiscaliza a área de transporte no Distrito Federal. Esses valores são referentes apenas aos 3,84% em impostos que deveriam ser repassados ao DFTrans.

De acordo com os investigadores, nas duas operações 1,2 mil ônibus piratas foram identificados – mil na primeira e 200 na Drakkar 2. Até a manhã desta sexta-feira (13), foram localizados e lacrados 168 dos 200 ônibus referentes à segunda operação.

Os empresários do setor de transporte Wagner Canhedo, Victor Foresti e Eduardo Queiroz – que também eram gestores da empresa Fácil – foram indiciados pela Polícia Civil por terem colocado os ônibus piratas no sistema. Com a falta de controle por parte do Estado, há suspeitas de que as empresas deixavam de cumprir com a manutenção adequada dos veículos.

Informações Agência Brasil


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