Política
Publicado em 12/10/2015, às 14h11 Redação Bocão News
O risco iminente de um processo de impeachment no Congresso Nacional levou a presidente Dilma Rousseff a montar uma estratégia de defesa mais robusta com um time de advogados e juristas.
De acordo com o Estadão, a chefe do Planalto escalou ministros de partidos aliados, do PMDB ao PCdoB, para monitorar as respectivas bancadas no Congresso.
A decisão palaciana é recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) se algum requerimento solicitando o afastamento de Dilma for aceito pela Câmara.
Em reunião realizada com ministros neste domingo (11), Dilma foi informada de que o presidente da Câmara, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), comandará uma “manobra” pró-impeachment. A avaliação do governo é de que, acuado após denúncias do Ministério Público da Suíça mostrando contas secretas atribuídas a ele com dinheiro desviado da Petrobras, Cunha vai pôr em prática o jogo combinado com a oposição para atingir Dilma.
Neste contexto, o presidente da Câmara rejeitará, amanhã, o pedido dos jurista Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, propondo a deposição da presidente. A ideia, no entanto, seria deixar o caminho aberto para que um deputado da oposição apresente recurso em plenário da Câmara. Desta forma, no roteiro idealizado por Cunha, o recurso poderia ser aprovado por maioria simples, composta por 50% mais um dos deputados, com qualquer número de presentes à sessão.
O advogado Flávio Caetano, coordenador jurídico da campanha de Dilma Rousseff à reeleição, foi escalado para coordenar a defesa da presidente na possível ação de impedimento. O governo pretende contestar a questão do quórum para a abertura do processo pela Câmara, uma vez que a Constituição exige dois terços dos parlamentares.
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