Política

Decisão de deflagrar o impeachment revela o desespero de Cunha, diz Wagner

Imagem Decisão de deflagrar o impeachment revela o desespero de Cunha, diz Wagner
A presidente Dilma Rousseff negou, em pronunciamento, "atos ilícitos" em sua gestão  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 03/12/2015, às 07h08   Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)



O ex-governador da Bahia e ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, se manifestou sobre contra a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, anunciada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na quarta-feira (2). 
“A decisão de deflagrar o impeachment revela o desespero de quem está disposto a lançar mão da chantagem para salvar seu mandato. Empregando todos os meios legais disponíveis, nosso governo lutará para demonstrar a fragilidade jurídica dessa manobra irresponsável. Confiamos na independência e na solidez de nossas instituições e seguiremos trabalhando para superar os problemas do país, escreveu o petista no Twitter. Por fim, o ministro escreveu que o “o Brasil é maior e mais forte do que Eduardo Cunha”.
A presidente Dilma negou, em pronunciamento, "atos ilícitos" em sua gestão e afirmou que recebeu com "indignação" a decisão do peemedebista. A declaração ocorreu no Salão Leste do Palácio do Planalto, que durou cerca de três minutos.
"Hoje [quarta] eu recebi com indignação a decisão do senhor presidente da Câmara dos Deputados de processar pedido de impeachment contra mandato democraticamente conferido a mim pelo povo brasileiro", disse Dilma, em pronunciamento no Palácio do Planalto. E continuou: "são inconsistentes e improcedentes as razões que fundamentam esse pedido. Não existe nenhum ato ilícito praticado por mim, não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público".
Ao deixar a Câmara na noite desta quarta, o presidente da Câmara afirmou que não comentaria as declarações da presidente Dilma Rousseff.

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