Política

Otto vê distorções nas decisões de Fachin nos processos de Dilma e Delcídio

Publicado em 16/12/2015, às 19h05   Marivaldo Filho (Twitter: @marivaldofilho)



A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fachin, que admitiu voto secreto na Câmara dos Deputados para eleger a comissão que avaliará primeiramente o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e decidiu que a decisão sobre a prisão de Delcídio Amaral teria que ser aberta foi vista de forma contraditória pelo senador baiano, Otto Alencar (PSD). 
Para o presidente do PSD no estado, diante das semelhanças nas votações, Fachin utilizou de "dois pesos e duas medidas".
“O ministro Luiz Edson Fachin, no caso da votação do Senado para relaxar ou manter a prisão do senador Delcídio do Amaral decidiu por votação aberta. Agora, ao manifestar o seu voto, na ação que questiona as regras para processar a presidente Dilma Rousseff decidiu pela votação secreta. No meu ponto de vista são situações praticamente idênticas, porém decisões diferentes”, senador Otto Alencar (PSD-BA).
A decisão de Fachin sobre o impeachment de Dilma Rousseff deve frustrar aliados, que recorreram ao STF para que a votação não ocorresse. A preferência do governo era pela realização de uma eleição aberta e que somente a chapa com parlamentares indicados por líderes dos partidos fosse legitimada.
O voto de Fachin terá que passar pela análise dos outros 10 magistrados da Corte. Além disso, ainda pode ser modificado, inclusive se o próprio ministro mudar de opinião.

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