Política
Publicado em 27/12/2015, às 10h26 Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)

Na dependência do governo do Estado para não fechar as contas no vermelho este ano, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Marcelo Nilo (sem partido), antes mesmo de encerrar o esbanjador exercício de 2015, já projetou aumento de gastos na Casa de Leis em 2016, ano em que a economia brasileira, com desempregos atualmente em alta, ainda será uma incógnita, e ano em que o chefe do Legislativo completará dez anos no poder.
Conforme noticiou com exclusividade o Bocão News, no apagar das luzes e sem consulta aos parlamentares, Marcelo Nilo criou a Diretoria de Serviço Médico-Odontológico e a Assistência social e ainda institui gratificação de 5% aos servidores de nível médio que tenham nível superior ou curso de especialização com carga horária mínima de 360 horas.
Somente os três novos cargos comissionados, sem uma justificativa apresentada, a Alba desembolsará R$ 176 mil a mais no ano que vem. O cargo de diretor de Serviço Médico-Odontológico, de livre indicação da Presidência, terá salário de R$ 7.088, fora as gratificações. Marcelo Nilo ainda criou outros dois cargos vinculados à Assistência Militar. Também de livre escolha da Presidência da Casa, Nilo terá à disposição um “Ajudante de Ordens”, que receberá todo o mês, R$ 3.992, para ajudar na organização da pauta de audiências, eventos e viagens oficiais do presidente, além de acompanha-lo quando designado. Nilo também passará a contar com um “coordenador de segurança patrimonial”, responsável em fiscalizar os serviços de Segurança ligados às instalações da Assembleia Legislativa.
Já sobre a gratificação de 5%, o chefe do Legislativo omitiu o impacto que causará no orçamento da Casa Legislativa no próximo ano, com previsão de receita de R$ 490,7 milhões. Em 2014, a Alba, só com Pessoal e Encargos, gastou R$ 344 milhões em pagamento de salários de servidores. Este ano, os gastos com a folha de pagamento devem atingir a cifra de R$ 350 milhões. Conforme Orçamento previsto para este ano, a Assembleia deveria receber R$ 453,1 milhões, mas com os quase R$ 40 milhões em suplementação, o repasse deve chegar a quase meio bilhão de reais, dinheiro que sai do bolso do contribuinte baiano para sustentar a cara Casa de Leis da Bahia, que só tem servido nos últimos nove anos para aprovar, de forma "urgente-urgentíssima", projetos do Executivo.

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Publicada originalmente às 15h do dia 26 de dezembro
Classificação Indicativa: Livre
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