Política
Publicado em 18/01/2016, às 10h56 Redação Bocão News (@bocanews)

O cidadão que comemorou o fim da doação empresarial de campanha acreditando que a corrupção poderia diminuir, por ora se enganou. O relator do processo que rejeitou as contas da campanha de 2014 do governador Geraldo Alckmin, juiz André Lemos Jorge integra o corpo de sete desembargadores do TRE-SP responsável por identificar ilicitudes nas campanhas de 2016 no Estado. Em entrevista a Folha de S. Paulo, Lemos é taxativo. “Hoje o país não tem estrutura para coibir [o caixa dois], não vamos matá-lo de uma hora para outra”.
Para ele, quem está acostumado com muito dinheiro, terá dificuldade de se adaptar as novas regras da Justiça Eleitoral. Quem está acostumado a fazer campanha com muito recurso vai ter dificuldade e provavelmente detectaremos aumento do caixa dois, isso é inegável. Até hoje, cerca de 90% das doações vinham de empresas. Hoje o país não tem estrutura para coibir [o caixa dois], não vamos matá-lo de uma hora para outra. Mas a cada operação ilícita que conseguirmos finalizar vamos tirar um candidato que atua assim.
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