Política
Publicado em 29/02/2016, às 12h52 Cíntia Kelly (@cintiakelly_)

Por ano, Salvador deixa de receber do governo Federal R$ 80 milhões para a Saúde. A situação levou o prefeito ACM Neto (DEM) a ir 20 vezes em Brasília atrás dos recursos entre 2013 e 2015. As idas foram em vão. Matéria do Fantástico deste domingo revelou o que todos que usam a saúde pública da cidade sabe. Quem não tem dinheiro, padece. A despesa média por pessoa em saúde na capital baiana é R$ 0,59.
“É o valor [R$ 80 milhões] a menos, principalmente para o teto de média e alta complexidade, onde está o gargalo maior. Há subfinanciamento da média e alta complexidade. E tem um detalhe: o governo do estado não consegue executar o teto do que recebe todo ano para a média e alta complexidade. Sobra dinheiro com governo do estado e falta dinheiro com a prefeitura”, argumenta ao ser questionado pelo Bocão News.
De acordo com levantamento do Conselho Federal de Medicina, Salvador amarga o pior resultado entre as 27 capitais, seguida de Macapá (R$ 0,66 por pessoa), Rio Branco (R$ 0,88), Manaus (R$ 0,99) e Boa Vista (R$ 1,35). “Eles fizeram uma conta per capita. Em termo do municípios, a prefeitura investe mais do que o prefeito que me antecedeu [João Henrique – 2004 a 2012], saímos de 15% para 19% do orçamento”, afirmou ACM Neto.
Ele elencou uma série de realização da pasta. Desde construção de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) até a cobertura da saúde básica que, segundo ele, saiu de 18% para 50%. Enquanto enumerava os feitos, Neto não deixou de lado as forças antagônicos que governo o Estado e o Brasil. Atribuiu a falta de repasse a questões políticas. “Acho que tem política no meio dessa história”, especulou.
Caso o governo federal repassasse os valores devidos, Neto diz que poderia ampliar o credenciamento de hospitais para fazer o serviço de oncologia, além de “todos os procedimentos de média e alta complexidade, as cirurgias eletivas”.
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