Assim como os panelaços, moradores dos bairros nobres da capital baiana fizeram um “aplausaço” durante a exibição do Jornal Nacional nesta sexta-feira (4) que trouxe como manchete o fato político principal do dia: a 24ª fase da Operação Lava Jato, intitulada como Aletheia. Lula foi o principal alvo dessa fase e foi conduzido a depor à Polícia Federal por meio de uma condução coercitiva, quando o investigado é conduzido pela PF para depor. O ato durou menos de um minuto nos bairros da Pituba e da Graça. A ação ocorreu também no Itaigara e Acupe de Brotas. Alguns moradores entoaram gritos de protestos e motoristas buzinaram. Conforme o Uol, outras cidade também realizaram o aplausaço, como Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Santos (SP) Curitiba e Recife. A convocação foi feita pelas redes sociais.
Lula foi levado na manhã desta sexta-feira (4) para depor na polícia Federal, na 24ª Operação Lava Jato. No total da Operação Alatheia, realizada em três estados, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, 11 pessoas foram levadas a depor coercitivamente e 33 endereços foram alvos de mandados de busca e apreensão. Na Bahia foram cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva. 200 policiais federais estiveram envolvidos nesta ação e 30 auditores da Receita Federal.
A força-tarefa da PF investiga se dinheiro doado ao Instituto Lula e a empresa LILS, que seria de palestras do ex-presidente, por empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras foi repassado indevidamente a empresas de parentes do ex-presidente Lula. Conforme a Operação Aletheia, as cinco empreiteiras investigadas foram responsáveis por 60% das doações ao Instituto Lula e 47% dos pagamentos por palestras entre 2011 e 2014. O valor chega a R$ 30,7 milhões, - R$ 20,7 milhões foram destinados ao instituto e R$ 10 milhões para a LILS.
Na Bahia foram cinco mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva. O ex-executivo da OAS, Paulo Gordilho, foi o alvo. A polícia federal foi em seu condomínio no Horto Florestal, o Villaggio Panamby. A suspeita que ele teria negociado a compra de eletrodomésticos e outros móveis para o sítio do ex-presidente Lula em Atibaia, São Paulo. Apesar da condução coercitiva, Gordilho, no entanto, usou o direito de permanecer calada e não disse nada em depoimento à PF. Os outros mandados de prisão foram feitos em prédios da OAS na Av. Paralela, em Salvador.