Depois do acirramento das críticas a sua atuação por parte de petistas e apoiadores do governo, além de outras vindas de setores da advocacia, o juiz da Operação Lava jato, Sérgio Moro, teve a segurança reforçada. As informações foram divulgadas pela coluna Radar, da revista Veja.
Desde o último dia 4 de março, quando o ex-presidente Lula foi conduzido para depor em São Paulo, Moro passou a andar sob proteção policial 24 horas por dia.
A escolta do juiz responsável pelos inquéritos da Lava Jato já havia sido oferecida diversas vezes pela Polícia Federal, mas sempre foi recusada por Moro que alegava que não havia nenhuma ameaça concreta a ele. Isso até ele assinar a condução coercitiva do ex-presidente, que incendiou a militância e levou Moro a sofrer ameaças de morte pela internet, com agressores já identificados.
Para oferecer proteção a Moro, a PF disponibilizou cinco agentes e um carro, possivelmente blindado. Moro teve que aposentar o Golf que dirigia há até duas semanas atrás. A assessoria do juiz também pediu a jornalistas que cobrem a Lava Jato que evitem fazer imagens de Moro e seus agentes, para manter a proteção.