A Polícia Federal (PF) cumpre a 28ª fase da Operação Lava Jato desde a madrugada desta terça-feira (12) nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Taguatinga e Brasília, ambas no Distrito Federal. A nova fase foi batizada de Vitória de Pirro e remete à expressão histórica em que uma vitória é conseguida após altos custos.
Entre os alvos dessa ação estão o ex-senador Gim Argello e a empreiteira OAS. De acordo com a Polícia Federal, a investigação foca em indícios de que um integrante da CPI da Petrobras teria atuado de forma incisiva no sentido de evitar a convocação de empreiteiros para prestarem depoimento, sob cobrança de pagamento indevido camuflado em doações eleitorais oficiais em favor dos partidos aliados.
Pelo menos 100 policiais federais participam da operação e cumprem 21 ordens judiciais, sendo 14 mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva, dois de prisão temporária e quatro de condução coercitiva.
27ª fase
A 27ª fase da operação foi batizada de Carbono 14 e deflagrada na sexta-feira (1º). A ação cumpriu 12 mandados judiciais na Grande São Paulo.
Essa fase investiga se dinheiro desviado da Petrobras teria sido usado para comprar o silêncio do dono do jornal "Diário do Grande ABC", Ronan Maria Pinto, e do ex-secretário do PT Silvio Pereira sobre a morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, morto em 2002.
No dia 5 de abril, o juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, decidiu converter a prisão temporária do empresário Ronan Maria Pinto em preventiva - ou seja, por tempo indeterminado.Já Sílvio Pereira, Moro determinou a soltura.