O ex-funcionário do PP, João Claudio Genu, foi denunciado à Justiça pelos procuradores da Lava Jato nesta sexta-feira (24) sob suspeita de receber R$ 6 milhões em propinas fruto de desvios na Petrobras. Ele é acusado de pertencer a organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Também foram denunciados sua mulher, Cláudia Contijo Genu e seu sócio Lucas Amorim Alves, além de Jayme Alves de Oliveira Filho, Rafael Ângulo Lopes e Carlos Rocha ("Ceará"), que trabalhavam para o doleiro Alberto Yousseff.
Genu está preso preventivamente desde maio, quando a PF deflagrou a 29ª fase da Lava Jato, batizada de "Repescagem".
Assessor do deputado José Janene, que morreu em 2010, Genu foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em novembro de 2012 no escândalo do mensalão do PT por ter sacado R$ 1,1 milhão das empresas do publicitário Marcos Valério. Em 2014, após recurso, ele foi absolvido do crime de lavagem de dinheiro e teve a pena reduzida.
Na Lava Jato, Genu é acusado de receber propina da cota do PP e por ter atuado com o ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa para cobrar propinas de empreiteiras que tinham contrato com a Petrobras.