O marqueteiro João Santana, solto na segunda-feira (1º), estuda aderir à lei de repatriação de recursos que estão no exterior ao Brasil, de acordo com informações da colunista Monica Bêrgamo.
Segundo a publicação, há, porém, um complicador: os valores reconhecidos têm que ser lícitos, e a Operação Lava Jato investiga justamente se o dinheiro que financiou o trabalho do jornalista nas campanhas do PT teve origem em propinas da Petrobras.
Ainda de acordo com a colunista, a Receita Federal, por sinal, esclareceu polêmica que contrapunha bancos a clientes que querem aderir à lei de repatriação de recursos. O órgão disse que o dinheiro até então escondido no exterior pode ser usado para o pagamento dos impostos devidos no Brasil. Os bancos diziam que isso não estava claro, e ofereciam empréstimos para que o débito fosse saldado.
Liberdade
Em troca da liberdade, Moro estabeleceu o cumprimento de medidas cautelares, como o pagamento de fiança de R$ 31,4 milhões e a proibição de atuarem em campanhas eleitorais até uma nova decisão sobre o caso. Os valores já estavam bloqueados. Eles estavam presos há cinco meses.
Na decisão, Moro decidiu soltar o casal depois que eles admitiram, em depoimento na ação penal em que são réus, que receberam U$S 4,5 milhões no exterior referente a uma dívida de campanha de 2010 da presidenta Dilma Roussef.
O juiz criticou “a naturalidade e a desfaçatez” com que Santana e Mônica admitiram o caixa 2 na campanha, mas entendeu que a prisão preventiva não é mais necessária porque a ação penal está próxima do fim. A próxima fase será a sentença.