O ex-gerente de Comunicação Petrobrás, Geovane de Morais, informou à Operação Lava Jato que foi protegido pelo ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli, após ter realizado desvios e pagamentos sem contratos na área.
Demitido em 2009 por justa causa, o funcionário teria sido mantido no cargo até 2013, com o objetivo de evitar um escândalo controlado pelo PT. “Acredita que foi mantido na empresa por tanto tempo (2009/2013) a fim de justificar irregularidades na Petrobrás, inclusive de Gabrielli e Tripodi (Armando, chefe de gabinete)”, declarou Morais.
O ex-gerente foi ouvido na Superintendência da Polícia Federal em Salvador. Ele é figura central da apuração da Lava Jato que investiga mais de R$ 7 milhões em pagamentos para a Muranno Brasil Marketing, sem contrato formal. Parte desse valor foi repassado via doleiro Alberto Youssef por ordem direta de Gabrielli e Tripodi, com suposta participação do ex-presidente Lula.