Política

"Baianização" do governo Dilma é duvidosa

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Dos seis ministros do estado, dois são de fora e outro atua em São Paulo  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 12/07/2011, às 20h07   Luiz Fernando Lima e Valor Econômico



O novo baiano indicado para o ministério de Dilma Rousseff, Paulo Sérgio Passos (PR), efetivado na última segunda-feira (11) nos Transportes, aumentou para seis a cota do Estado no governo. Com a ressalva de que dois desses não são baianos, Mário Negromonte  e Luiza Bairros.
O ministro das cidades, Negromonte, veio de Pernambuco e recebeu recentemente o título de cidadão soteropolitano na Câmara Municipal, mas ainda não foi agraciado com a comenda estadual. Já a secretária, com status de ministra, da Igualdade Racial, Luiza veio do Rio Grande do Sul para a Bahia.

A deputada estadual Fátima Nunes (PT) protocolou o requerimento para conceder o título de cidadã à ex-secretária de Promoção da Igualdade do governo Jaques Wagner, mas também não conseguiu aprová-lo. “Ainda não” respondeu a parlamentar quando questionada pela reportagem do Bocão News.

A resposta incisiva se deve ao fato de que na última sessão extraordinária do primeiro semestre na Assembleia Legislativa uma baciada de comendas foi aprovada, no entanto, a da ministra não estava no bolo.

Outro caso também é interessante neste sentido. O baiano Orlando Silva, ministro dos Esportes, é da direção estadual do diretório paulista do PCdoB, portanto, militante que atua em outro estado e indicado por outro.

Mas como número é número, há de fato uma quantidade maior de baianos ou indicações de lideranças da Bahia ocupando cargos do primeiro escalão do governo federal.

De acordo com o levantamento do Valor Econômico, a Bahia já era o segundo Estado com mais ministros, e agora se aproxima de São Paulo, que tem oito. A Esplanada baiana é formada pelos quatro listados acima e ainda conta com Afonso Bandeira Florence (PT), no Desenvolvimento Agrário e Jorge Hage, sem partido, na Controladoria-Geral da União.

A "baianização" do governo Dilma contrasta com a presença do estado no primeiro ministério do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando havia apenas dois, ambos do PT: o atual governador Jaques Wagner (PT), então à frente da pasta do Trabalho e Emprego; e Waldir Pires (PT), na CGU.

A Bahia é o quarto colégio eleitoral do país e o maior governado pelo PT, que comanda ainda Acre, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Sergipe. Segundo maior eleitorado do país e terra natal da presidente, Minas Gerais tem apenas um ministério, o de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ocupado por Fernando Pimentel (PT), amigo de Dilma e cotado para concorrer ao governo do Estado, em 2014.

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